O nome de Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF, surgiu nos bastidores como possível candidato da oposição para a eleição presidencial do São Paulo. A possibilidade, no entanto, gerou forte incômodo dentro do Conselho Deliberativo. Caboclo presidiu a entidade entre 2019 e 2021, mas foi afastado após denúncias de assédio moral e sexual, o que tornou sua imagem marcada por polêmicas.
Conselheiros ouvidos classificaram a ideia como “absurda” e afirmaram que os episódios envolvendo o dirigente inviabilizam qualquer candidatura. Apesar disso, pessoas influentes na oposição seguem defendendo sua entrada na disputa.
Por que aconteceu
A indefinição da oposição abriu espaço para que nomes alternativos fossem cogitados. Inicialmente, conselheiros como Pinotti e Daurio eram considerados opções, mas perderam força. Com isso, parte da oposição passou a defender Caboclo, acreditando que sua experiência no futebol poderia ser um diferencial. No entanto, o histórico de denúncias pesou contra e gerou rejeição imediata.
Outros nomes, como Marcelinho e Flávio Marques, também foram ventilados como alternativas mais consensuais, mas ainda precisam ganhar força para se consolidar como candidatos viáveis.
O que muda para o clube
Para o São Paulo, a polêmica em torno de Caboclo expõe a fragilidade política da oposição. A situação ainda não definiu seu candidato, e o presidente Harry Massis, que assumiu após a saída de Julio Casares, já declarou que não pretende se eleger. Isso deixa o cenário indefinido e aumenta a tensão nos bastidores.
Para o torcedor, a notícia gera preocupação. A instabilidade política pode impactar diretamente a gestão do futebol, especialmente em um momento em que o clube enfrenta dificuldades financeiras e precisa reforçar o elenco. A indefinição sobre os candidatos aumenta a sensação de incerteza quanto ao futuro administrativo do Tricolor.
Próximos passos
O segundo semestre deve ser marcado por intensas movimentações políticas no São Paulo. A oposição precisa definir um nome capaz de unir forças e enfrentar a situação. Caso Caboclo insista em se candidatar, a resistência no Conselho pode transformar a eleição em um processo ainda mais conturbado.
Enquanto isso, a situação segue sem apresentar candidato oficial, o que mantém o cenário indefinido. Para o torcedor, os próximos meses serão decisivos para entender quem comandará o clube e qual será o impacto dessa escolha no futebol e na gestão administrativa.