Confira o que o M1TO disse sobre a renovação durante a coletiva desta sexta:

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Seleção brasileira
Não, minha seleção é essa. Conheço gente aqui que trabalha há 20 anos. Isso pra mim é mais do que a minha família. Eu não tenho isso como emprego, trabalho. Trato como se fosse a minha casa. Eles falam, "dono do São Paulo". Gostaria que todo mundo se sentisse dono da empresa que trabalha. É muito mais do que vínculo trabalhista, falo pra todos eles, é paixão por onde você trabalha.

Condição física
Título, nós precisamos ganhar. Vamos tentar fechar 2012 com o título da Sul-americana. Seja ele [adversário> Católica ou Grêmio, assisti aos dois jogos ontem, dois bons jogos. Acredito ainda muito no Grêmio. Será uma fase final bem complicada, mas serve de ajuste e de experiência, caso a gente consiga, o que está próximo, uma classificação para a Libertadores. É o sonho de todo o são-paulino ter um time forte para o ano que vem, para quem sabe a gente buscar o título da Libertadores. Seria o final perfeito. Eu só fico aqui porque tenho muita vontade de vencer. Continuarei sendo chato do mesmo jeito, lutando do mesmo jeito. Eu ainda continuo assim e é por isso que ainda continuo no futebol. Fisicamente me sinto bem, meus treinos duravam duas horas, hoje duram quatro, desde proteções e alongamentos. Mas é a vida, é assim. Se eu fizer um treino como os meninos fazem, não dá. Preciso de prevenção de lesões, gelo, pelo desgaste gerado. Hoje tenho que fazer bota de esparadrapo, fortalecimento, isso demanda maior treino, mas que ainda é algo apaixonante para mim. Quando você ainda é apaixonado por algo na vida, vale a pena.

Pensou em parar?
Não, não digo. Tenho referências na vida, não acho que é um jogo ou um campeonato que vai mudar minha vida. Tanto é que não estamos na Libertadores ainda. Quando operei o ombro, principalmente no início da recuperação, eu achei que não poderia voltar a jogar. Primeiros meses quando ainda não conseguia levantar o braço, tive dúvidas. Depois comecei a jogar, foi um pouco difícil. Agora já estou há 25, 39 jogos tranquilo. No final, nos últimos meses, pensei bastante. Acordo às vezes à noite, penso nisso. Mas o Adalberto já estava bravo, que vocês estavam questionando, e conversamos à noite e renovamos.

Família
A decisão de trabalho é muito pessoal, sempre. Nesse lado eu procuro pensar em todas as pessoas que eu amo, que eu gosto. Mas na minha profissão, aos 40 anos, a gente está na briga para continuar e é difícil. A primeira pergunta que eu fiz, foi a visão do clube, se valia a pena renovar. Eu queria muito que, se o clube se sentisse à vontade... Esse aqui é o grande amor da minha vida. Se as pessoas não se sentissem à vontade, foi a palavra do Adalberto e do Juvenal que contaram. A palavra de quem manda no clube é importante pra você continuar o trabalho.

Transferência
Transferência não tem neste momento na minha vida. Se eu não ficasse aqui, eu não ia jogar mais um ano em outro lugar. Eu nasci para jogar aqui, e aqui vou encerrar minha carreira. Eu gosto de ser cobrado e peço para que o Adalberto e o Juvenal me cobrem. No episódio do Ney, o Adalberto me falou que achava que eu estava errado, e eu acho legal. Pra mim é um prazer acordar às 7h todos os dias. Saio daqui 20h, mas pra mim ainda é um prazer muito grande. E jogar... jogar é o ponto máximo, mas eu me sinto muito feliz.

Cobrança aos 40 anos
Na verdade, infelizmente, se vejo os com 20 anos errando, provavelmente eu também erre. É natural que você tenha 5% de erro. A sequência está muito boa, com poucos gols sofridos. A liderança se exerce através do exemplo, a pessoa te respeita pelo que você faz, não pelo que você fala. Mas só tem crédito se a pessoa que te observa vê crédito naquilo que você está falando. Quero ser útil para o São Paulo até o último dia que estiver aqui.

Marcos
Vai que ele quer voltar? Vamos brigar contra o tempo (risos). Eu tive a felicidade de trabalhar num clube muito sério, que sempre cumpriu com tudo. Há 22 anos eu trabalho aqui e nunca deixou de ser cumprido nada que me foi prometido. Então não é necessário, nem advogado eu tenho. Eu nem coloco advogado para olhar tamanha a minha confiança. O que está sendo assinado não foi firmado verbalmente. O clube me ajudou a formar como pessoa, caráter. É o complemento da minha formação familiar. Tenho certeza que vai estar tudo certo.

Torcerá menos pelo São Paulo depois de parar?
Nunca. O atleta acaba, a torcida pelo clube não. Eu serei para sempre são-paulino. Pode até me prejudicar futuramente, no sentido de outro profissão, que vou escolher. Eu jogo mais alguns jogos. Mas eu carrego (o São Paulo) no meu coração.

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