Por quanto tempo????
Para o torcedor são-paulino a noite de 31 de dezembro de 2007 foi emblemática. Terminava ali um ano excepcional em muitos sentidos, tanto no gramado como fora dele.
Em campo, o time havia conquistado o bicampeonato com um pé nas costas, 15 pontos à frente do vice-campeão, 19 gols sofridos em 38 jogos, 55 gols marcados. Conquistou 77 pontos, 24% mais que os 62 do Santos, vice-campeão.Um time que fez história pelos números, pela conquista e por alguns jogos memoráveis.
Ainda no gramado, o maior rival foi rebaixado para a segunda divisão, como o fruto de uma árvore que apodreceu. Não o clube, que fique claro, pois clubes são infinitamente maiores que suas gestões, tanto as piores como as melhores. O que apodreceu foi uma gestão que ficou no poder além do tempo. Esse mesmo filme já tinha sido visto anos antes com o outro grande rival, também rebaixado no ocaso de uma gestão funesta e que igualmente perpetuou-se no poder. Dualib foi o gestor perene que levou o Corinthians à Série B, para onde Mustafá já tinha levado o Palmeiras.
Fora de campo, o São Paulo terminou 2007 com uma receita de 114,0 milhões de reais (não incluindo os valores com transferências de atletas) e uma dívida de 51,6 milhões. No maior rival, o Corinthians, a receita foi de 63,2 milhões e as dívidas montavam a 101,5 milhões de reais. Em termos de receitas a distância para o segundo colocado repetia o que acontecera no Campeonato Brasileiro, mas com uma vantagem muito maior: 41,6% a mais que o segundo colocado, o Flamengo, que faturou um total de 80,5 milhões de reais (todos esses números de receitas e dívidas são da empresa de auditoria BDO e são públicos).
Naquele Reveillon, o Tricolor estourava a champagne de praxe com o título de Bicampeão Brasileiro, contas em ordem, receitas altas e em crescimento e o torcedor são-paulino era o mais feliz do Brasil. Esse torcedor, entretanto, não sabia e nem imaginava que aquele seria seu último grande momento de felicidade, porque 2008, apesar do Tri, já começou a mostrar os primeiros indícios do que estava por vir.
Os anos seguintes viram um São Paulo em verdadeira queda livre nos gramados, culminando com a ausência do time na Copa Libertadores nos dois últimos anos, depois de disputá-la por sete vezes seguidas, com desempenho excepcional: um título, um vice-campeonato e duas semifinais, sempre passando da fase de grupos. As contas desse novo e triste tempo passaram a ser diferentes e ao invés de títulos e boas participações na principal competição do continente, passamos a colecionar eliminações. E a contar técnicos.Em apenas três anos nada menos que sete treinadores dirigiram o time. E a comissão técnica permanente foi desfeita.
Em termos práticos, e é triste dizer isso, o São Paulo foi rebaixado, passando a disputar as competições secundárias, aquelas das quais os melhores times não participam: Copa do Brasil e Copa Sul Americana. E mesmo nesses torneios secundários, sem os bichos-papões de cada temporada, o time fracassou. Mera coincidência?
Uma repetição em escala ampliada do que aconteceu em 1990, no Campeonato Paulista. Ah, é verdade, naquela oportunidade o time não foi rebaixado… Oficialmente, formalmente, é verdade, não foi, mas foi rebaixado na prática. Mera coincidência?
Em comum entre as duas situações expostas, o mesmo presidente: Juvenal Juvêncio.
Mera coincidência?
Por dois anos consecutivos – 2010 e 2011 – o São Paulo foi o lanterna, foi o pior clube do Brasil de acordo com o IPEG – Índice Pluri de Eficiência de Gestão. Esse índice pega o valor gasto pelos clubes e o divide com as conquistas, com o desempenho esportivo. Em 2011 o Tricolor foi o 16º colocado. Todos os outros onze clubes maiores e mais tradicionais do futebol brasileiro ficaram à sua frente. Mera coincidência?
Durante todo esse período uma coisa não mudou no São Paulo FC: seu presidente.
Que não mudou em 2011, como era e é mandatório pelo Estatuto do Clube, graças a um golpe no melhor estilo dos ditadores de fancaria dessa América Latina. Parte do folclore do continente. Aliás, folclore é algo que combina com o presidente do Tricolor, pois já virou rotina jornalistas referirem-se a ele como “folclórico”. Felizmente, e ao contrário dos golpes típicos dessa pobre e inculta LatinoAmérica, o golpe contra o São Paulo FC não teve tiros e nem fuzis. A arma dos golpistas nesse caso foi uma torpe manobra jurídica, que explorou detalhes de gramática, de semântica, para jogar no lixo o Estatuto, e principalmente, a nossa rica História.
Chegamos, então, ao xis da questão: o clube está sendo arrastado para essa situação por um mandatário ilegítimo. À brutal incompetência dessa gestão dentro e fora dos gramados, soma-se a sua ilegitimidade. Ou à sua grotesca ilegitimidade, soma-se uma igualmente grotesca incompetência gerencial do futebol e não só, como veremos em outras oportunidades.
O São Paulo é muito mais do que grande, é gigante. No decorrer de sua história, uma magnífica estrutura foi montada, tanto física como profissional e moral. E é essa estrutura, hoje em processo acelerado de degradação, que ainda sustenta o clube em boas ou razoáveis condições financeiras e esportivas. Até certo ponto e durante algum tempo, a estrutura do São Paulo consegue tomar conta do clube. Mas…
Por quanto tempo mais?
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