Que exemplo! Que história. São paulinos, leiam! Por fabor!!!

Que exemplo! Que história. São paulinos, leiam! Por fabor!!!

fernandollopes

São Paulinos de verdade, leiam!!!

"De um São Paulino para 17.000.000 de torcedores:

Terminado o jogo de ontem, pus-me a pensar no que está acontecendo com o meu tricolor. Digo "meu" porque é assim que vejo. Torço por amor, não por interesse político, financeiro, ou o que seja. Só por amor, muito amor. Nos anos de 1998 e 1999, o São Paulo passava por uma situação semelhante, embora campeão paulista em cima do rival, com volta triunfante do Raí. Politicamente, a frente do Tricolor estava Bastos Neto, um dos cardeais do Morumbi. Caricato, chegou a ensinar (ou tentar) o tetracampeão Marcio Santos a cabecear uma bola, isso em pleno vestiário. O Templo literalmente ruía, vinha abaixo pelo tempo, e o nosso presidente questionava porque a torcida não gritava "Amortecedor", aparato no qual ele teve que investir para o estádio não cair.

O Tricolor, que até em tão era vanguarda em tudo, parou no tempo. Viu os rivais serem campeões, contratarem jogadores e "chacotearem" (perdoem o neologismo) o mais querido. Eu, um mero estudante de ADM da tão querida Fundação Getúlio Vargas. Cruzar os braços e ver o São Paulo degringolar, ou ir a lutar e bolar algo para contribuir com meu time do coração? Numa conversa de bar (na época eram várias) não só entre são paulinos, bolamos o "MOVIMENTO FORA BASTOS NETO". Nascia ali algo que não tínhamos noção do que estávamos criando. O ponte pretano Gustavo Bolliger Simões fez um site com o símbolo do São Paulo com as iniciais MFBT. O corinthiano Fernando Aur Raso confeccionou camisas com o enderço movimentoforabastosneto.net - não mais do que 20 camisetas. Fizemos uma faixa com o mesmo endereço e, burlando a ação da polícia, colocamos no Morumbi no jogo São Paulo e Noroeste de Bauru (vitória por 1 a 0). A faixa ficou, cronometrados 31 minutos, até a polícia retirá-la. Na noite do domingo, aparecemos em 3 programas de TV, e, na segunda feira, nosso site era capa do jornal Lance. Pronto, conseguimos o inimaginável, mídia espontânea criada, agora era explorar o fato.

No jogo seguinte, nas cativas do Sacrossanto, dei uma entrevista para o Lance, de meia página. Na entrevista mencionei que éramos estudantes da FGV. A revista placar ligou, agendou uma entrevista e tivemos uma foto nossa na capa da revista. Com as aparições e como joguei bola no São Paulo, um conselheiro do clube, ao reconhecer-me, ligou no escritório do meu pai para tentar com que parássemos o movimento. Não bastasse, o clube entrou em contato com a FGV (SPFC e FGV eram parceiros em esporte marketing) e demandou que a Fundação interviesse para que o movimento cessasse. Fui chamado a diretoria, como presidente do movimento, e de uma maneira conciliadora fui induzido a terminar com nossas ações. Democraticamente (e a FGV sempre respeitou seus preceitos) disse a eles que os interesses eram diferentes: os deles, comerciais, o nosso, de amor ao clube. O Movimento seguia forte.

Meu irmão Fabio Castello Branco Augusto, na época estudante de medicina de Bragança (hoje o melhor ortopedista que eu conheço) num jogo São Paulo e Palmeiras no Pacaembu deu uma entrevista em nome do Movimento para o programa mesa redonda. Em todos os jogos que íamos o clube sempre colocava seguranças em nossa volta. Nunca fomos vítimas de violência. As organizadas nos hostilizavam (uma latada ou outra sempre rolava...). O Movimento crescia a cada dia, com notas nos jornais e aparições nos programas esportivos. Eram corriqueiras as mensagem no nosso site com adesões. Não obstante a isso, fomos procurados na época por representantes de uma renomadíssima empresa de Marketing Esportivo, que gostaria de nos financiar, já que gostariam de assumir o marketing do clube. Negamos o pleito, nosso movimento era por idealismo, sentimento de verdade. Um membro da oposição do Senhor Bastos Neto (que jamais foi ofendido, difamado ou coisa assim, o respeito era um dos nossos princípios - ironias ácidas sempre existiam), hoje vice-presidente do Sr. Juvenal Juvêncio nos convocou para ajudá-los na campanha para as eleições seguintes.

Nossa missão foi cumprida. O Sr. Bastos Neto não se elegeu. O movimento se findou e nós seguimos nossa saga de torcedores amantes do São Paulo.

Por que essa história?

Muito simples: vc que não concorda com o que está acontecendo com nosso clube. Vc que acha que não pode fazer nada, que é impotente, que acha que só ficar escrevendo em rede social, seja aqui ou no Twitter, vai adiantar de algo, vá a luta. Organize-se, monte seu movimento, haja em pró do clube que ama. O São Paulo parou, de novo, por questões egocêntricas, por atingir o topo, por achar que já sabe tudo. Ajude a quebrar esse paradigma, ajude a fazer o gigante renascer. Dê sua contribuição, faça algo. Eu fiz, e algo me diz, vou fazer de novo. Novamente por amor, sem interesse algum com isso, seja político ou financeiro (aliás na época gastei algum dinheiro, não ganhei nehum).
Se gostou desse texto, compartilhe, faça-o atingir o maior número de são paulinos possíveis. O topo é nosso lugar, vamos voltar a ele. Muito obrigado

Daniel Castello Branco Augusto
há 5 horas "

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