O zagueiro Ruan Tressoldi moveu uma ação trabalhista na Justiça contra o São Paulo Futebol Clube cobrando cerca de R$ 13,7 milhões (com correção podendo chegar a R$ 14 milhões). O atleta, que defendeu o clube por empréstimo no primeiro semestre de 2025, acusa a diretoria e o departamento médico de negligência, obrigatoriedade de atuar lesionado e descumprimento de obrigações financeiras.
As informações foram reveladas pelo portal UOL Esporte e escancaram os bastidores do conturbado departamento médico tricolor durante a última temporada.
Acusações de jogo no sacrifício, cirurgia paga do bolso e tratamento experimental
Na petição enviada à Justiça, Tressoldi relata que foi escalado para partidas decisivas (contra Libertad e Náutico) mesmo sentindo fortes dores e com exames atestando lesão no joelho direito. Ele afirma ter sido submetido a um procedimento classificado como experimental pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e diz que teve a cirurgia adiada pelo clube por disputas financeiras.
Ainda de acordo com a defesa do jogador, após o término do contrato de empréstimo em 30 de junho de 2025, o São Paulo o liberou sem realizar o procedimento nem acionar o seguro obrigatório para atletas. Sem cobertura, Tressoldi teve de custear a cirurgia do próprio bolso em julho, parcelando o valor em quatro vezes no cartão de crédito.
Na soma total da indenização cobrada, o defensor exige R$ 4,5 milhões por danos morais, R$ 540 mil por direitos de imagem atrasados, R$ 420 mil em verbas rescisórias e o ressarcimento das despesas médicas.
São Paulo rebate e afirma ter prestado auxílio completo
Em sua defesa no processo, o São Paulo nega categoricamente qualquer tipo de negligência ou abandono. O Tricolor argumenta que prestou assistência integral ao zagueiro, oferecendo acompanhamento contínuo, fisioterapia e consultas com especialistas renomados.
O clube paulista destaca que disponibilizava ao atleta um plano de saúde de cobertura premium com acesso a hospitais de ponta, como o Albert Einstein. A diretoria afirma ainda ter cumprido as obrigações legais e ter pago R$ 444 mil em verbas rescisórias ao fim do vínculo.
O processo vem à tona após um ano crítico para a saúde física do elenco do São Paulo em 2025, período em que o clube registrou o número alarmante de 65 atletas lesionados e enfrentou constantes trocas de comando em seu setor médico.
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