O São Paulo enfrenta mais uma disputa na Justiça. O zagueiro Ruan Tressoldi move uma ação trabalhista contra o clube cobrando cerca de R$ 13,7 milhões e apresenta uma série de acusações relacionadas ao tratamento médico recebido durante sua passagem pelo MorumBIS. O Tricolor nega que tenha ocorrido negligência.
O caso tem audiência prevista para esta terça-feira (18). Ruan defendeu o São Paulo por empréstimo do Sassuolo entre 2024 e junho de 2025.
Ruan diz que jogou com dores e lesão no joelho
Segundo as alegações apresentadas pelo jogador à Justiça, ele começou a sentir fortes dores no joelho direito durante o clássico contra o Palmeiras, em 11 de maio de 2025.
Ruan afirma que comunicou o problema, mas permaneceu em campo. Três dias depois, ainda segundo sua versão, foi escalado contra o Libertad antes da realização de novos exames.
Uma ressonância magnética realizada em 15 de maio apontou lesão de menisco, edema e tendinopatia no tendão patelar. Mesmo assim, o defensor afirma que voltou a atuar no dia 20, diante do Náutico.
Tratamento também é questionado
Outro ponto da ação envolve um procedimento com Plasma Rico em Plaquetas (PRP). Ruan sustenta que não recebeu informações suficientes para tomar uma decisão sobre o tratamento.
Na época em que o procedimento foi realizado, o uso do PRP era classificado pelo Conselho Federal de Medicina como experimental e restrito a protocolos de pesquisa no Brasil. Essa classificação foi alterada posteriormente.
O jogador afirma ainda que, depois do tratamento, houve a indicação de cirurgia, mas que a operação acabou sendo adiada enquanto São Paulo e Sassuolo discutiam a situação do atleta.
Ruan diz que pagou cirurgia no cartão
De acordo com a ação, Ruan teria solicitado o acionamento do seguro obrigatório de atleta para realizar a cirurgia e sido informado de que a cobertura não havia sido contratada.
Seu empréstimo terminou em 30 de junho de 2025 e a cirurgia foi realizada em 8 de julho. O defensor afirma ter arcado com o procedimento, pagando as despesas em quatro parcelas no cartão de crédito.
Como Ruan chega aos R$ 13,7 milhões?
A cobrança apresentada à Justiça reúne diferentes pedidos. Entre eles estão aproximadamente R$ 540 mil em direitos de imagem atrasados, R$ 420 mil em verbas rescisórias, R$ 26,4 mil de despesas médicas, R$ 4,5 milhões por danos morais, R$ 450 mil em multas e R$ 6 milhões relacionados à alegada ausência do seguro obrigatório.
Há ainda cerca de R$ 1,8 milhão referentes a honorários advocatícios e outros valores a serem calculados no processo.
São Paulo nega negligência
O São Paulo contesta as acusações. No processo, o clube sustenta que Ruan recebeu acompanhamento médico contínuo, exames, fisioterapia e avaliações especializadas durante o período em que esteve no Tricolor.
O clube também afirma que o jogador possuía plano de saúde premium, com cobertura inclusive no Hospital Albert Einstein, capaz de custear os procedimentos necessários.
Em relação às questões financeiras, o São Paulo sustenta que as verbas rescisórias foram pagas de acordo com a legislação. Ruan recebeu R$ 444 mil referentes à rescisão contratual.
Assim, enquanto o jogador sustenta ter sido prejudicado pela condução médica e por questões contratuais durante sua passagem, o São Paulo rejeita a acusação de negligência, abandono ou agravamento do quadro clínico.
Audiência acontece nesta terça-feira
As versões agora estão sendo discutidas na Justiça do Trabalho. Uma audiência sobre a ação está prevista para esta terça-feira, 18 de agosto.
O processo ocorre pouco mais de um ano depois da saída de Ruan do São Paulo e acrescenta mais uma questão jurídica aos bastidores do clube.
Torcedor, o que você pensa sobre as acusações feitas pelo ex-zagueiro? Comente.
São Paulo tá lascado com esses mequetrefe jogadorzinho , não joga nada e só vem pegar dinheiro !! Q fase em !!!!!
esse pé de rato é quem deveria indenizar o clube, pelo péssimo futebol. k