O São Paulo FC adotou uma estratégia de incentivo financeiro aos jogadores após suas vitórias recentes sobre o Red Bull Bragantino e o Atlético-MG, prática conhecida no meio futebolístico como “bicho molhado”. Essa bonificação foi entregue imediatamente após os jogos, no vestiário, e foi considerada essencial para elevar a moral do elenco, que enfrentava uma série de dez rodadas sem triunfos no Campeonato Brasileiro, aproximando-se perigosamente da zona de rebaixamento.
A iniciativa de premiar os atletas partiu do executivo de futebol Rafinha e recebeu o apoio do presidente Harry Massis. Embora os valores exatos não tenham sido divulgados, eles foram descritos como modestos e distribuídos de maneira restrita, atingindo apenas um grupo seleto de jogadores. A diretoria, ciente das limitações financeiras, não planeja implementar essa prática de forma contínua, visando evitar compromissos financeiros que não possam ser sustentados a longo prazo.
A gestão de bonificações na equipe já contempla incentivos por classificações nas copas do Brasil e Sul-Americana, além de recompensas pela posição final no Brasileirão, que são definidas ao término da competição. Assim, o “bicho molhado” representa uma exceção a este regime, servindo como um estímulo adicional em momentos cruciais.
Rafinha, ao assumir o cargo, enfatizou que essa prática não é incomum no futebol e que já foi vivenciada por ele em outros clubes, ressaltando sua importância na motivação dos atletas. Ele compartilhou que em suas experiências anteriores, tanto no São Paulo como em outras equipes, recebeu esse tipo de bonificação, evidenciando que a prática está inserida na cultura do esporte.
Com as vitórias recentes, o São Paulo agora se prepara para um desafio significativo na Copa Sul-Americana, onde enfrentará o Boca Juniors na próxima terça-feira, às 21h30, na Bombonera, pela fase de quartas de final. A partida de volta está agendada para o Morumbi na semana seguinte, representando uma oportunidade crucial para a equipe buscar a classificação.
