Blog do João Ricardo Cozac: Leão é sintoma – não causa!

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rodneto

Essa é minha preocupação maior no momento - o exemplo do que aconteceu com outros dirigentes ditadores como Mustafa e Dualib.

Tecnico e elenco se reformula, mas o buraco é mais embaixo hoje, e preocupa...




Fonte: Site Gazeta Esportiva

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A questão da demissão de Émerson Leão (sabidamente um treinador ultrapassado, com idéias retrógradas e protagonista de um péssimo relacionamento com dirigentes e atletas por onde passa) é apenas a ponta de um iceberg muito mais delicado e perigoso que vive o time do Morumbi. É bom o pessoal abrir os olhos e perceber que não será com a ausência de Leão que tudo estará resolvido. É apenas um primeiro passo.

Os diretores do clube tentam esconder uma crise política e administrativa bastante grave. Jogam sujeira debaixo do tapete e pisam em cima para acomodá-la. Juvenal Juvêncio se esforça para não perder a cadeira da presidência e, para isso, tem que abrir mão de idéias e opiniões convictas sobre ações internas na instituição. Marco Aurélio Cunha assiste de camarote ao horror político e esfrega as mãos já prevendo que terá chances para administrar o clube após as próximas eleições.

No lado técnico, o São Paulo tem a triste (e cruel) mania de deixar os treinadores se fritarem na própria gordura – para não perder o rótulo de time moderno, fabuloso, soberano – aquele que jamais demite o treinador por conta de uma ou duas eliminações em torneios importantes. Um pouco parecido com o tal “projeto” que o Wanderley Luxemburgo adora defender – embora o nome do referido treinador seja proibido no time paulista.

Uma hora a casa cai e agora, amigos,me parece que se nada for feito no clube para mudar este quadro, o presidente Juvenal Juvêncio corre um risco imenso de repetir o que fizeram Mustafá e Dualib em seus respectivos clubes – e a coisa, garanto, não é nada agradável.

Leão deve dar um tempo em sua carreira ou, talvez, voltar para seu circuito no Norte/Nordeste até se aposentar oficialmente. Os jogadores do São Paulo estão comemorando a demissão do treinador já que, de forma pública, muitos deles reclamaram do relacionamento e da conduta do técnico demitido. Quando falo de prazo de validade – muitos acham que é perseguição. Sete/oito meses é o prazo máximo que um grupo consegue suportar um comando falido, opressivo e ultrapassado. Que seja o começo do fim da presença de treinadores que depõem contra a evolução do futebol brasileiro e o início de uma necessária renovação técnica e administrativa nos clubes.

O futebol, há tempos, perdeu a graça. Como diz um amigo: “o futebol, hoje, é um espetáculo muito mais mercadológico que passional”. Sem dúvidas, ele está certo. A preocupação central de boa parte de treinadores e dirigentes é fazer um futebol mais valioso para ser vendido e muito menos para ser apreciado e acompanhado.

Sinal dos tempos e das cifras.

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