Expulso do quadro associativo do São Paulo, Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, decidiu recorrer à Justiça para tentar voltar ao clube e recuperar sua condição de conselheiro vitalício.
O ex-diretor social pediu a anulação do processo que terminou com sua expulsão e ainda solicitou uma decisão urgente que permitisse seu retorno enquanto a ação é analisada.
Esse primeiro pedido, porém, foi negado pela Justiça.
Dedé queria voltar imediatamente ao São Paulo
Dedé foi eliminado do quadro associativo após decisão do Conselho Deliberativo. Na votação, 195 conselheiros votaram favoravelmente à sua exclusão.
O ex-dirigente posteriormente entrou na Justiça contra o São Paulo pedindo a nulidade do procedimento disciplinar e uma tutela de urgência para recuperar imediatamente seus direitos como associado e conselheiro vitalício.
O magistrado, entretanto, entendeu que os documentos apresentados até agora não demonstram de maneira suficiente uma irregularidade capaz de justificar a suspensão imediata da punição.
Isso não encerra o processo. As alegações ainda serão analisadas e o São Paulo deverá apresentar sua defesa. Por enquanto, porém, Dedé continua fora do clube.
O que Dedé alega contra sua expulsão?
A defesa questiona a maneira como o processo interno foi conduzido.
Um dos principais argumentos envolve a própria Comissão de Ética. Na análise do caso, houve divergência: dois integrantes defenderam a eliminação, dois votaram pela suspensão e outro integrante defendeu uma advertência.
A Comissão acabou encaminhando uma punição de suspensão por 120 dias, mas o Conselho Deliberativo posteriormente decidiu aplicar uma penalidade muito mais severa e expulsou Dedé do quadro associativo.
Na ação judicial, o ex-dirigente também questiona o formato da votação, alega desequilíbrio entre o tempo destinado às manifestações contra ele e à sua defesa e afirma ter enfrentado dificuldades para acessar documentos depois da expulsão.
O caso FGoal está no centro da história
Dedé era diretor social do São Paulo e seu nome passou a ocupar o centro das discussões envolvendo a atuação da FGoal no clube.
A empresa prestava serviços relacionados a alimentação e bebidas no MorumBIS. O São Paulo rompeu unilateralmente o contrato após identificar supostas movimentações indevidas no sistema utilizado para pagamentos.
A FGoal contestou a versão e sustentou que possuía autorização para realizar as operações.
Um dos pontos mais delicados surgiu quando uma carta assinada por Dedé foi utilizada pela empresa em uma ação contra o próprio São Paulo. No documento, o então dirigente afirmou que havia autorizado verbalmente, com anuência da área financeira, determinadas movimentações realizadas pela empresa.
A FGoal chegou a entrar na Justiça buscando indenização e o restabelecimento de seu contrato com o clube.
Dedé segue expulso
A tentativa de conseguir uma decisão imediata não funcionou. A Justiça considerou necessário analisar melhor os argumentos apresentados, incluindo documentos e normas internas do São Paulo, além de ouvir o próprio clube.
Portanto, a disputa judicial continua, mas a situação atual não mudou: Dedé permanece eliminado do quadro associativo e não recuperou sua condição de conselheiro vitalício.
E você, torcedor? O São Paulo agiu corretamente ao expulsar Dedé? A decisão do Conselho deve ser mantida? Deixe sua opinião nos comentários.
OS VELINHOS NÃO QUEREM LARGAR O OSSO!