Nilton Fukuda/Estadão - 1/3/13
Quando a diretoria do São Paulo anunciou no fim de 2012 que reintegraria Thiago Carleto, a reação foi de indiferença. Poucos imaginavam que o jogador seria uma boa opção após uma fraca primeira passagem em 2010. E, menos de quatro meses depois de iniciada a temporada, ele mostrou as promessas de vida nova na sua chance do Morumbi: desbancou o badalado Cortez, ganhou a vaga de titular e conquistou o prestígio do técnico Ney Franco.
"Confesso que nem eu esperava que acontecesse tão rápido. Sabia que tinha condições, mas as coisas aconteceram depressa", disse o lateral. Assim que voltou ao clube, Carleto foi chamado pelo treinador para uma conversa reservada e ouviu que teria chances para provar seu valor se fizesse por merecer. E desde sua reestreia contra o Atlético Sorocaba pôs em prática seu plano de mostrar que sua volta não era um erro. "Tive uma passagem ruim em 2010 e é claro que a reação da torcida seria dizer que fui uma contratação errada, que não deu certo, eles tinham razão de pensar isso", reflete.
A maturidade atual em nada reflete o comportamento do então promissor lateral que se perdeu na fama precoce alcançada quando ainda defendia o Santos e foi negociado com o Valencia. Mas o sucesso rápido quase foi o vilão de sua carreira. Após passagens frustrantes na Espanha e no São Paulo, mergulhou no ostracismo e percebeu que seria preciso reagir para não virar mais nome na lista das carreiras efêmeras. "Quando cheguei ao América-MG percebi que era preciso mudar. Pensei ''olha o que estou fazendo comigo mesmo, tive todas as chances que um jogador pediu e desperdicei. Ou faço alguma coisa ou minha carreira acaba''.
Foi no Fluminense, seu clube seguinte, que a volta por cima começou. Mesmo jogando pouco por causa da grande fase do então titular Carlinhos, amadureceu seu jogo e preparou terreno para retornar ao Morumbi, primeiro para ser "sombra" de Cortez e agora como dono da posição. A relação com o antigo titular, no entanto, é das mais amistosas. "Ele me respeita muito como eu o respeitei quando buscava a vaga. Antes de tudo precisamos ser profissionais, mas buscamos os objetivos como um grupo", pondera. Na comparação, uma lavada: Carleto é o líder de assistências no time (cinco, mesma marca de Osvaldo) e virou o cobrador de faltas e escanteios, posto que Cortez nunca teve.
O comprometimento demonstrado nos treinos e jogos e as boas atuações renderam um novo contrato de dois anos, um cenário que parecia bastante improvável há pouco tempo. Mas Carleto quer mais. "Falta um título, é isso que planejo agora. Não sei qual Deus vai nos reservar, mas é isso que quero", afirma. O desejo de ser campeão vem ainda antes de outra meta ambiciosa, chegar à seleção. "Minha família fala que esse precisa ser meu próximo passo, mas prefiro pensar em uma coisa de cada vez. Não adianta querer ir muito longe".
Após passagem ruim, Carleto exalta volta por cima e mira título no São Paulo
Poucos imaginavam que ele superaria Cortez e conquistasse vaga de titular na lateral-esquerda
Fonte Estadão
23 de Abril de 2013
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