Jovens buscam uma chance entre os titulares na partida deste domingo
Já garantido na liderança da fase de classificação do Campeonato Paulista, o São Paulo dará neste domingo uma oportunidade para os jovens talentos ganharem ritmo. Por isso, às 16h, fora de casa, contra o Mogi Mirim, o técnico Ney Franco vai colocar a Família Cotia em ação.
Poupando boa parte dos titulares — que conseguiram a heroica vitória sobre o Atlético-MG na Libertadores, na última quarta-feira —, o treinador vai escalar neste domingo alguns jogadores formados nas categorias de base do clube, que fica em Cotia.
Entre as promessas, se destacam o atacante Ademilson, autor do segundo gol sobre o Galo, os volantes Rodrigo Caio e João Schmidt e os laterais Henrique Miranda e Lucas Farias.
“Sempre procuro agarrar todas as oportunidades que aparecem. Tenho pouco mais de um ano na equipe profissional e, por isso, sei o quanto é importante valorizar esse tipo de chance”, ressaltou Schmidt, alvo de elogios do treinador e até mesmo do presidente do clube, Juvenal Juvêncio.
“Ele é um atleta que nós estamos preparando com muito carinho. Física e tecnicamente, é um jogador que tem tudo para se firmar no São Paulo e, por isso, temos alguns cuidados com ele. Já trabalhei com o João na seleção brasileira sub-20 e sei bem do potencial dele”, derreteu-se Ney Franco.
Reforço/ O time do Tricolor não contará só com os meninos da base. Depois de três semanas em recuperação de lesão na panturrilha esquerda e suspenso pela Conmebol de quatro partidas por ser expulso no jogo contra o Arsenal de Sarandí-ARG, Luís Fabiano voltará a figurar entre os titulares.
“O Luís faz piada e brinca bastante com a gente. Sempre o observo nos treinos e ele me ajuda muito, dando conselhos. Ele tem uma parcela (no segundo gol da vitória sobre o Atlético)”, disse Ademilson.
Nas quartas de final do Paulistão, o Tricolor poderá enfrentar Botafogo, Penapolense ou Linense. A disputa pela vaga na semifinal será no proximo fim de semana, no Morumbi.
Entrevista
Ademilson_ Atacante do Tricolor
‘É diferente marcar um gol pelo São Paulo’
DIÁRIO_ O que você fez com a camisa da partida contra o Atlético-MG?
ADEMILSON_ Guardei para a minha mãe. Mandei a camisa para a casa porque ela (Mara) dava indiretas, sempre me cobrava e eu estava devendo.
E como foi o dia seguinte ao gol da vitória sobre os mineiros?
Foi meio corrido. O telefone não parava. Nunca o meu telefone ficou daquele jeito. Foram muitas entrevistas, algo que não acontecia. Algumas pessoas deixaram recado no meu celular e eu ainda não respondi até agora.
É diferente jogar com o Luís Fabiano?
É bom jogar ao lado dele. Com o Luís, uma bola que você acha que não vai dar em nada talvez até resulte em gol. É um jogador muito inteligente e faz gols que jogadores normais não marcam.
Os outros jogadores da base ainda lhe chamam de Henry (por causa da semelhança com o francês Thierry Henry)?
O pessoal que me conhece há tempos me chama ainda de Henry. Quem é mais novo me chama de Ademilson, mas prefiro Henry (risos).
Você é são-paulino? Como foi marcar o gol da classificação?
Sou são-paulino. É diferente marcar um gol pelo São Paulo. Olhei para a torcida e fiquei muito emocionado.
Entrevista
João Schmidt_ Volante do Tricolor
‘Jogar ao lado do Luís Fabiano é indescritível’
DIÁRIO_ Como é ter essa oportunidade para jogar entre os titulares?
JOÃO SCHMIDT_ Tenho mais uma oportunidade. Agora que o time venceu o Atlético-MG, dá mais motivação ainda ao grupo. Isso ajuda muito como experiência para a minha carreira.
É especial atuar ao lado de um jogador consagrado como o Luís Fabiano?
É importante demais para mim. Não tenho nem palavras para descrever isso. É um cara que eu via jogar quando era criança. É uma coisa muito boa.
Você assistia aos jogos no estádio?
Quando era pequeno, eu ia bastante ao estádio. Via o Rogério (Ceni) e o Luís Fabiano. É importante jogar ao lado deles.
Você se lembra de algum desses jogos que viu como torcedor?
Eu me lembro de várias partidas, clássicos, gols de falta do Rogério Ceni...
É bacana ouvir os elogios do técnico e do presidente do clube. Mas aumenta a pressão sobre você?
É bom, pois vejo como reconhecimento do nosso trabalho. Não aumenta a pressão. Dá mais motivação, isso sim!
Ajuda ter subido juntamente com outros jovens das categorias de base?
Foi bom subir com eles, porque dá tranquilidade. Ficamos mais à vontade dentro do grupo. Somos uma família.
Ficha técnica
Mogi Mirim
4-4-2
Daniel; Max (Roniery), Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Magal, Val, Wagner
e Roger; Roni e Henrique
T: Dado Cavalcanti
São Paulo
4-3-3
Denis; Rodrigo Caio (Lucas Farias), Rhodolfo, Edson Silva e Cortez; Fabrício, João Schmidt e Cañete (Douglas); Wallyson, Ademilson e Luís Fabiano
T: Ney Franco
PAULISTÃO > 1ª FASE — 19ª RODADA
Onde: Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, às 16h
Juiz: Rodrigo Braghetto
TV: Globo e Band
Ney Franco escala o time reservas contra o Mogi
Fonte Diário de São Paulo
21 de Abril de 2013
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