Vereador em São Paulo, Marco Aurélio Cunha pede isonomia dos contratos entre clubes e prefeitura (Foto Arena)
Vereador da cidade de São Paulo, Marco Aurélio Cunha (PSD) manifestou-se contrário à disparidade dos contratos de concessão de terreno firmados entre o município e São Paulo e Palmeiras para o local onde hoje estão construídos o centro de treinamento dos dois clubes, na região da Barra Funda, zona oeste da capital.
Em entrevista ao FOXSports.com.br, o ex-dirigente do Tricolor afirmou não ver problemas na construção de um parque público no espaço onde hoje se encontra o Centro de Treinamento do Tricolor. No entanto, o vereador questionou a desigualdade em relação aos acordos estabelecidos entre clubes e prefeitura, uma vez que o Palmeiras, que também tem seu vínculo firmado por um tempo superior.
“O São Paulo não perde o CT da Barra Funda. Ao final da concessão, como todo contrato que termina você precisa sair. A área é da prefeitura, nós ocupamos uma área da prefeitura e assinamos um contrato que termina em 2022. Só que o meu vizinho (Palmeiras), termina em 2078. Então eu quero saber por que ele tem e eu não. E eu quero igual ao dele. Só isso”, afirmou Marco Aurélio, explicando o trâmite.
“A concessão do terreno se encerra em 2022. O Palmeiras e o Corinthians conseguiram em 1996, por meio do Paulo Maluf (ex-prefeito da cidade), concessão de suas áreas públicas. A do Palmeiras é ao lado do terreno do São Paulo. Então, não faz sentido, no plano urbanístico, você tirar um e deixar outro. O que não pode acontecer é você entregar o terreno do São Paulo, e Palmeiras e Corinthians continuarem. Ou todos ficam, ou todos entregam os terrenos”, disse o vereador.
Eleito à Câmara Municipal em 2008 e reconduzido ao cargo em 2012, Marco Aurélio Cunha entende que a tramitação sobre o projeto de construção ou não de um parque público na área onde hoje estão construídos os centros de treinamento de São Paulo e Palmeiras ainda passará por diversos debates, atendendo os anseios e interesses da população paulistana, mantendo-se sempre a isonomia em relação às agremiações que gozam de contratos de concessão com a prefeitura.
“É preciso debater, mostrar a opinião pública, fazer audiências públicas, conversar e negociar. Negociar dentro do princípio da igualdade. Não estou pedindo para mim, estou pedindo igual ao que já existe”, disse o vereador, afirmando ainda que os diretores do São Paulo, principais interessados na prorrogação do prazo de concessão, devem se manifestar em breve sobre o caso.
“A diretoria do São Paulo precisa se manifestar, demonstrar interesse em continuar com o terreno. Embora isso seja só em 2022, já pode ir pensando nesse assunto. Claramente, como vereador, eu defendo os interesses da igualdade e não do São Paulo”, concluiu Marco Aurélio.
(Reportagem por João Felippe França e Daniel Bocatto)
‘Quero igualdade’, diz Marco Aurélio Cunha sobre CT da Barra Funda
Contrato de concessão com a prefeitura encerra-se em 2022, e desejo é transformar o local em um parque público
Fonte foxsports
16 de Abril de 2013
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