O São Paulo deve ir para sua partida mais importante na temporada, contra o melhor ataque desta edição da Libertadores, com uma defesa que nunca jogou junta.
Rodrigo Caio, Lúcio, Rafael Toloi e Carleto, favoritos para iniciar o confronto com o Atlético-MG, amanhã, no Morumbi, não formaram a retaguarda da equipe paulista em nenhum minuto durante os 25 jogos do clube em 2013.
Deve ser com essa defesa inédita que o time tentará segurar um ataque que marcou 16 vezes em suas cinco primeiras partidas na competição sul-americana --o Olimpia, do Paraguai, também fez 16 gols, mas em seis jogos.
O Atlético-MG, último rival do São Paulo no Grupo 3, é a única equipe com 100% de aproveitamento e já assegurou que será a dona da melhor campanha desta fase.
O time de Ney Franco precisa sair de campo vencedor para ter chances de avançar na competição. Mas a vaga só será sacramentada se o Strongest tropeçar ante o Arsenal de Sarandí, na Argentina.
"Posso dizer que é o jogo mais importante da minha carreira. Se depender de romper outro ligamento [do joelho] em campo, eu rompo", disse o volante Wellington.
Por causa do caráter decisivo da partida, Ney Franco decidiu proibir a presença de jornalistas nos treinos de ontem e hoje, e, ao contrário do que costuma fazer, optou por esconder a escalação do time.
Como o goleiro Rogério, com dores no pé direito, e o zagueiro Toloi (lesão muscular na coxa direita) treinaram normalmente ontem, a maior dúvida está na lateral direita.
Rodrigo Caio, volante de origem, é o principal candidato a começar jogando.
Mas mesmo que o treinador escolha Paulo Miranda, não terá uma defesa entrosada. Esse quarteto foi usado por apenas 40 minutos (e sofreu um gol) no primeiro tempo da vitória por 2 a 1 sobre o União Barbarense, pelo Paulista, na semana passada.
A falta de entrosamento das principais opções da defesa do São Paulo deve-se à alta rotatividade do setor.
Dos quatro favoritos à titularidade contra o Atlético- -MG, apenas o zagueiro Lúcio iniciou o ano como titular. E mesmo ele já passou pela reserva durante a temporada.
O camisa 3, ex-capitão da seleção brasileira e maior contratação do clube para 2013, amargou o banco depois de reclamar de ter sido substituído ante o Arsenal e só ganhou nova chance nas partidas preparativas para o confronto com os mineiros.
Toloi, seu companheiro atual de zaga, ganhou posição em fevereiro, depois de convencer o treinador de que poderia atuar pelo lado esquerdo e ocupar a posição que pertencia a Rhodolfo.
Já Carleto beneficiou-se de contusão sofrida por Cortez e arrancou a posição do antigo titular, que vinha sendo criticado por más atuações.
E Rodrigo Caio, que ainda não se firmou como titular, ganhou uma brecha para disputar a vaga após Paulo Miranda, titular no início do ano, passar por cirurgia no menisco do joelho esquerdo.
Ney Franco deve usar defesa inédita para tentar parar melhor ataque da Libertadores
Fonte folha.com
16 de Abril de 2013
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