No final de 2012, o São Paulo depositou cerca de 24 milhões aos cofres do Santos para ter Paulo Henrique Ganso. Junto com a considerável cifra, depositou no atleta a confiança de que contratava um jogador que pudesse resolver o problema criativo do São Paulo, por tantos anos apontado como grande deficiência do clube.
A euforia de ver em campo o meia que encantou os olhos do Brasil em 2010 e 2011, entretanto, tem se transformado em decepção. De prontidão, Paulo Henrique não repetiu as boas atuações que tinha com a camisa do rival praiano. Além de tudo, em diversas partidas do primeiro semestre, Ganso precisou disputar posição com o camisa 10 são paulino, Jádson, atleta que vive sua melhor fase desde que chegou ao Morumbi, sendo o principal jogador do Tricolor em quase todas as partidas do ano.
Porém, a trilha do camisa 10 para atingir o patamar de titular absoluto e de melhor jogador do elenco são paulino não foi nada fácil. Contratado do futebol ucraniano no início de 2012, Jádson sofreu com a mesma irregularidade com que sofre Paulo Henrique. O mau futebol e as constantes críticas apontadas pela imprensa colocaram em dúvida a capacidade do meia de liderar o setor de inteligência do time do Morumbi. E os números são interessantes.
Em suas primeiras 21 aparições com a camisa do São Paulo, Jádson foi substituído 19 vezes. Disputou 70% dos minutos em que o São Paulo esteve em campo, entre jogos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, marcando dois gols. Terminado o primeiro semestre, o meia se firmou como titular e disputou 35 dos 38 jogos que o Tricolor fez no campeonato brasileiro, sendo um dos líderes de assistências no campeonato, com 10 passes decisivos.
Paulo Henrique segue caminho parecido. Em suas primeiras 21 aparições em 2013, Ganso atuou em 60% dos minutos em que o São Paulo esteve em campo, menos que seu colega, marcando também dois gols. Diferente do camisa 10, entretanto, foi reserva em nove oportunidades, chegando a nem ser utilizado em algumas ocasiões.
O que pode explicar as atuações apáticas de um meia que há dois anos era considerado, por alguns especialistas, melhor que seu ex-colega de clube, Neymar?
Jádson, até se firmar no time, teve regular sequência de jogos. Mesmo criticado e apagado, foi titular em 19 dos seus primeiros 21 compromissos, chegando a iniciar 15 partidas consecutivas, tendo sua primeira grande atuação somente após seu 14º jogo, em uma partida contra o Ituano. Já Paulo Henrique foi titular em apenas 12 ocasiões. Pela primeira vez no ano, iniciou uma partida por mais de duas vezes consecutivas.
Não coincidentemente, quando Ganso teve sequência de quatro jogos como titular, a maior até aqui desde que chegou ao São Paulo (São Bernardo, Bragantino, Corinthians e The Strongest), teve suas melhores atuações pelo time do Morumbi.
O ex-santista agora fará sua prova de fogo com a camisa são-paulina. Provavelmente será titular nos próximos dois jogos do campeonato paulista, contra o União Barbarense e o XV de Piracicaba, antes do grande jogo do ano para o São Paulo, contra o Atlético-MG pela última rodada da fase de grupos da Libertadores, que determinará o destino do time do clube paulista na competição. Além da importância do cenário, Paulo Henrique não terá a companhia de Jádson, suspenso por ter dado um empurrão em um gandula na derrota para o The Strongest, na Bolívia. A ausência do companheiro reforça a importância de o camisa oito atuar bem, já que ficará responsável por toda a criação e articulação de jogadas ofensivas do time.
É hora do maestro são paulino mostrar a que veio. Futebol ninguém duvida que ele tem de sobra.
Ganso se prepara para sequência de jogos no São Paulo
em grandes atuações desde que chegou ao Tricolor, sequência de jogos como titular pode ajudar na preparação para jogo contra o Galo
Fonte Esporte Interativo
10 de Abril de 2013
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