Luiz Rosan foi o maior responsável pela criação e implementação do Reffis (Foto: Nelson Almeida/LANCE!Press)
A demissão do fisioterapeuta Luiz Rosan vinha se desenhando há mais de um mês e foi concretizada na terça-feira passada. As diversas divergências entre ele e Adalberto Baptista, diretor de futebol, foram o que ocasionaram a saída do profissional do clube.
Rosan já criticava Adalberto desde a época em que o diretor cuidava do departamento de marketing. A má relação se iniciou quando Baptista fechou parceria com o Instituto Vita, ainda em 2010, para a construção de uma clínica de fisioterapia dentro do Morumbi. No acordo, ficou decidido que o local receberia o nome de Vita Reffis.
A decisão do marketing irritou Rosan, que defendia a construção de um novo Reffis no estádio. Além de ficar sem o espaço, o fisioterapeuta, que foi o maior responsável pela criação do Reffis do CT da Barra Funda e o do CFA de Cotia, ainda viu o local ganhar o nome da estrutura que ele comandava, apesar de ser terceirizado e não utilizar a metodologia do Reffis original.
Desde então, as divergências só aumentaram. Adalberto foi para o futebol e passou a comandar as contratações. A chegada de diversos atletas lesionados não agradou a Rosan, já que a responsabilidade por colocar os jogadores em campo era toda transferida aos fisioterapeutas.
Uma outra questão é política. Rosan é próximo a Marco Aurélio Cunha, que se transformou no opositor mais forte à atual administração. As eleições presidenciais acontecem em 2014 e Cunha se diz candidato.
Recentemente, Adalberto Baptista decidiu que os profissionais da comissão técnica precisariam de ingressos específicos para irem ao vestiário do Morumbi em dias de jogos. O motivo é o de evitar o acúmulo de pessoas no local antes das partidas.
A decisão não agradou a Rosan, que não aderiu à pratica. O fisioterapeuta mora em Santos, não ia todos os dias ao CT antes de ir às partidas, e sugeriu que fosse criado um crachá de identificação dos funcionários, proposta que não foi atendida.
O bicho da comissão técnica para o título da Copa Sul-Americana, que foi reduzido no fim do ano passado, também causou atrito entre as partes. O L!Net tentou contato com os dois. O telefone de Rosan ficou desligado o dia todo e Adalberto Baptista evitou o assunto:
– Eu não quero ficar falando sobre isso. É uma relação entre empregado e empregador. Temos mil funcionários e não vamos ficar dizendo o porquê da saída ou chegada de cada um. É uma decisão administrativa.
Divergências com Adalberto Baptista provocaram demissão de Rosan: política, Reffis, reforços...
Relação entre os dois era conturbada desde 2010. Redução do bicho da Sul-Americana e ingressos para funcionários em jogos no Morumbi desencadearam saída
Fonte Lancenet
1 de Abril de 2013
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