Presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara aproveita o 49° aniversário do golpe militar de 1964 para levar à sede da CBF petição pública com mais de 50 mil assinaturas pela saída de José Maria Marin da presidência da entidade; junto com Romário, vai Ivo, o filho de Vladimir Herzog, jornalista assassinado nos porões da ditadura; na justificativa da petição, Ivo afirma que Marin ajudou a dar sustentação política ao regime militar
Relembrando os tempos de jogador, o deputado Romário (PSB-RJ) volta ao comando de ataque nesta segunda-feira, e de uma seleção de 54 mil pessoas. Nesta tarde, o deputado visita a sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog, morto em prisão durante a ditadura militar, para entregar uma petição pública pela saída de Marin da entidade, assinada por 54 mil pessoas desde o dia 19 de fevereiro.
Romário lidera os esforços contra Marin do alto da presidência da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara. E, com discursos frequentes contra o presidente da CBF, não vem dando sossego ao ex-deputado estadual por São Paulo. Desta vez, ele se uniu a Ivo Herzog, que o acompanha com a missão de enviar cópias do documento à direção dos 20 principais clubes que participam do Campeonato Brasileiro e a todas as federações estaduais de futebol.
O pai de Ivo, Vladimir, foi assassinado em 1975, quando estava detido nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Informações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo. No texto em que justifica a petição, Ivo afirma que Marin ajudou a dar sustentação política à ditadura.
No dia 14 de março, Romário dise no plenário da Câmara que as suspeitas sobre o presidente da CBF são graves e constrangedoras, principalmente no momento em que o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo de 2014. “Nós, atletas e ex-atletas, ficamos muito desconfortáveis com esse tipo de situação. Será que merecemos ter à frente do nosso esporte mais querido, mais popular, um esporte que orgulha o nosso povo, uma pessoa suspeita de envolvimento, ainda que indireto, com tortura, assassinato e a supressão da democracia?”, questionou.
Romário no Ataque: 54 mil assinaturas contra Marin
Fonte Brasil247
1 de Abril de 2013
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