O diretor de futebol Adalberto Baptista explicou o motivo da demissão do fisioterapeuta Luiz Rosan. Segundo o dirigente, Rosan já havia sido advertido anteriormente, verbalmente e por escrito. No início do ano, o São Paulo constatou que havia muita gente sem trabalhar dentro do Morumbi nos dias de jogos e baixou uma norma que os funcionários da comissão técnica só poderiam entrar com ingressos - que são dados pelo clube. Por três vezes, na versão oficial, Rosan foi barrado pelos seguranças, mas entrou mesmo assim, inclusive teria usado de truculência.
O privilégio de entrar no estádio sem pegar seu ingresso não foi aceito. O fisioterapeuta chegou a bater boca com o diretor de futebol no vestiário.
- Não pode haver privilégios, isso é algo que não podemos aceitar. Ele já havia sido advertido verbalmente, depois foi por escrito, e da última vez não houve como segurar, contornar a situação.
O episódio, porém, foi a gota d’água numa relação que é conturbada há anos. Rosan nunca concordou com a entrada de Adalberto no departamento de futebol. Questionava, por exemplo, a contratação de muitos jogadores com problemas e histórico de lesões, casos de Fabrício, Douglas e Ganso. A longa recuperação de Luis Fabiano, que só estreou sete meses depois de ser contratado, também causou estragos.
Enquanto a fisioterapia se via pressionada por recuperar um atleta que já havia chegado lesionado, e não concordava com isso, a diretoria de futebol esperava uma decisão mais rápida sobre operar ou não o joelho do jogador. Sem Rosan, principal responsável pela implantação do Reffis, em 2003, o São Paulo tem agora em sua equipe de fisioterapeutas Ricardo Sasaki, Alessandro, Betinho e Cilmara que já trabalhavam com o antigo profissional.
Por privilégio também pode se entender a questão de horários de Rosan. Na visão do clube, ele frequentava o CT da Barra Funda bem menos do que os outros. Uma das razões era o fato dele morar em Santos, a cerca de uma hora da capital. Luiz Rosan também é um dos fisioterapeutas da seleção brasileira, mas isso não era considerado um empecilho pela diretoria.
Outro ponto de desgaste foi a alteração na proporção da premiação da comissão técnica. Já no título da Sul-Americana do ano passado, os profissionais receberam um bicho menor do que estava previsto. O departamento de futebol justifica que a proporção entre jogadores e comissão havia ficado distorcida pelo aumento do número de profissionais do clube. Hoje, por exemplo, o Tricolor tem dois fisiologistas e três preparadores físicos.
A reportagem tentou entrar em contato com Rosan, mas seu telefone se encontrava desligado.
Diretor tricolor explica saída de Rosan: 'Já havia sido advertido'
Fonte Globo Esporte
1 de Abril de 2013
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