O volante Richarlyson, do Atlético-MG, viveu, pela sua própria definição, “anos de glória” no São Paulo, onde atuou por cinco temporadas e foi tricampeão brasileiro. Hoje no Galo, o jogador acredita que uma possível eliminação do Tricolor na Copa Bridgestone Libertadores seria benéfica ao time mineiro. As duas equipes já se enfrentaram na atual edição da competição, com vitória do Atlético-MG, no Independência, por 2 a 1. O São Paulo vive situação difícil no grupo e vê chances reais de ficar de fora do mata-mata da competição. Em entrevista ao FOX Sports Rádio desta quinta-feira (21), Richarlyson afirmou que gostaria de eliminar os comandados de Ney Franco do torneio continental.
“Fiz a minha história no São Paulo, mas hoje eu defendo a camisa do Atlético-MG. Dentro de um campeonato tão difícil – e sabemos do peso da camisa do São Paulo –, se pudermos eliminar o São Paulo antes, melhor para nós”, ressaltou o jogador.
O volante ainda falou das dificuldades da altitude, fator característico de algumas equipes da competição, mas acredita que jogar com o ar rarefeito seja menos difícil do que enfrentar uma equipe de tradição como o São Paulo (tricampeão da Libertadores). “Se a gente não voltar para a altitude, melhor, porque é difícil jogar lá. É até desumano para um atleta profissional que não tem tempo para se adaptar a uma nova atmosfera. Mas eu estou falando de camisa. Imagina você ter a oportunidade de eliminar um clube grande que já ganhou três Libertadores. É mais pela camisa. Não é que não gosto do São Paulo, mas, dentro do planejamento da Libertadores, sei que um clube grande, no mata-mata, é difícil de jogar contra. Se pudermos tirar um clube desses, com certeza vai ajudar”.
Confira as principais declarações de Richarlyson ao FOX Sports Rádio:
“A gente conseguiu dar uma sequência daquilo que fizemos no ano passado. A diretoria, junto com o Cuca, trouxe jogadores primordiais para que se trouxesse a composição necessária pra que o grupo ficasse mais forte do que no ano passado.”
“Costumamos treinar bastante, e fazer uma jogada com um cara inteligente como o Ronaldinho fica mais fácil. Ele conseguiu ludibriar o marcador dele e eu tive a felicidade de poder achá-lo naquele espaço, que não é tão fácil. Foi um lance de rara sorte com um pouco de qualidade. Fiquei muito feliz. A gente que joga do lado do campo pensa em fazer este tipo de jogada. Tive a felicidade de conseguir fazer o passe e achar esse passe.”
“É gostoso (jogar junto com o irmão Alecsandro). É algo que almejávamos desde que começamos nossas carreiras como atletas profissionais, e nunca deu certo. Nunca conseguimos jogar na mesma equipe, é a primeira vez. Eu estou muito feliz e realizando um sonho. É alguém que posso confiar plenamente e meu pai e minha mãe devem ser as pessoas mais felizes com isso. A família está completa.”
“O Réver é o zagueiro que vive o melhor momento no Brasil. A gente fica feliz de ter um cara como ele no time. Além de defender bem, tem a felicidade de ir para o ataque e fazer gols. Acho que ele merece uma vaga na Seleção, com certeza.”
“No meu momento lá no São Paulo não passamos por isso. Nesses cinco anos, foram anos de glórias e títulos. O São Paulo é uma cúpula, não trabalha só o presidente. Tem os conselheiros, as pessoas que votam... São muitas opiniões. No campeonato que eles mais gostam, a Libertadores, não estão vivendo grande momento. Há uma pressão muito forte não só da diretoria, mas da torcida. Em cinco anos que estive no São Paulo nunca vi uma manifestação de torcedores, como houve agora. Se há a participação de conselheiros dando palpites e derrubando treinador, eu não sei dizer.”
“Eu não sei se eles têm poder para derrubar um treinador. Claro que o Rogério (Ceni), pela história que tem no São Paulo, deve ter uma parcela de contribuição daquilo que ele fala. Mas pelo que eu conheço dele, nunca passaria pela cabeça dele fazer um complô para derrubar um treinador, pelo profissional que ele é.”
“Na Libertadores a gente tem que fazer o maior número de pontos para nos classificarmos em primeiro e fazer o segundo jogo sempre em casa.”
“Estávamos comentando. São jogadores que chegam para somar. Já temos jogadores de qualidade. O grupo vai se formando e ficando cada vez mais forte. A dor de cabeça sadia fica para o Cuca, para saber onde colocar tantos jogadores de qualidade. Aquele que está não vai querer sair. Quem ganha com isso é só o Atlético-MG.”
“Na verdade, particularmente, eu acho essa fase de grupos muito mais difícil do que o mata-mata. Já começamos bem com quatro jogos e quatro vitórias, com bom aproveitamento e futebol vistoso. Só que no mata-mata não pode haver falhas, então já estamos nos preparando. Uma noite ruim pode estragar o trabalho que estamos fazendo e fazendo bem. Temos que ficar atento e trabalhar o psicológico. Estamos levando a sério jogo por jogo. Não estamos pensando lá na frente. Tenho certeza que chegaremos longe.”
“Eu achei o jogo contra o The Strongest. Eles sabem jogar na altitude, sabem que o time não tem tanta técnica, mas pressionam. São 44 mil pessoas gritando, a altitude... Na minha concepção, o jogo mais difícil dessa chave foi o jogo contra o The Strongest, principalmente por causa da altitude.”
“Muda muita coisa (não jogar no Independência). Os próprios adversários já vem respeitando. Em termos de público, de beleza para o espetáculo, vai ser bom para aqueles que gostam. Eu acho que perdemos um pouco. Espero que, chegando na final, tenhamos a oportunidade de jogar mais jogos no Mineirão para se adaptar.”
“Ele (Cuca) conversou com a gente em 2011, quando ele chegou. Se ele tivesse uma oportunidade de montar um ‘grupo dele’, conseguiria um grande elenco. Ele teve essa oportunidade e está dando resultado. Ele trabalha muito com a verdade, com o que é correto. Ele olha nos olhos dos jogadores e acho que isso é primordial para um trabalho dar certo. A diretoria apostou no trabalho dele. Para mim ele é um grande treinador. Fico feliz de fazer parte deste grupo, principalmente de ter essa proximidade que tenho com o Cuca. Temos a confiança do treinador e de um cara que conseguimos ter um diálogo legal. É um cara que a gente gosta, que a gente quer dar um título de expressão. Estar trabalhando com o Cuca, para mim, é um grande privilégio e espero que eu possa retribuir tudo que ele tem feito para nós.”
“Eu acompanho a carreira dele (Cuca) e sei o quão próximo ele chegou. Não é nem muito por ele, ele não conversa com a gente sobre isso. Não é só sobre o Cuca, é sobre o Atlético-MG. Se eu puder dar minha parcela de contribuição, junto com meus companheiros, com certeza todos ficarão felizes. Isso seria uma grande presente pro Cuca.”
“Eu gosto de jogar como segundo volante. Eu sou um cara que gosta de ajudar. Lateral, zagueiro, ponta... Quando eu comecei minha carreira, jogava de meia, falso ponta. Eu estou pronto para ajudar. Eu gosto de jogar no meio de campo, mas nada me impede de jogar em outras posições.”
“Temos uma identificação muito forte com o Independência. Por tudo que tem acontecido, pelo número de jogos que estamos invictos, é diferente. No futebol isso faz diferença. Eu gostaria muito de continuar (no Independência), mas não dá para ir contra um regulamento que já é posto em prática há muito tempo.”
“Ainda não sei (sobre a possível titularidade no próximo jogo). O Cuca já declarou que alguns jogadores serão poupados. Eu estou pronto. Se ele quiser que eu jogue, eu estou pronto. O mais importante é que aqueles que estão entrando estão dando conta do recado.”
“Eu, pelo que conheço do Cuca, acredito que ele não vá fazer isso. A gente ainda depende desse jogo contra o Arsenal de Sarandí, que também é importante. Temos que somar o maior número de pontos possíveis. Acima de tudo temos que pensar no grupo e naquilo que temos como objetivo, que é jogar forte todos os jogos e respeitar, mas buscar os pontos nessa fase de grupos. Vamos avaliar, no momento certo, o que acontecerá.”
Richarlyson: ‘Se pudermos eliminar o São Paulo, melhor’
Em entrevista ao FOX Sports Rádio desta quinta (21), volante do Atlético-MG ressaltou desejo de tirar seu ex-clube da Libertadores
Fonte Fox Sports
21 de Março de 2013
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