São Paulo relembra primeiro título brasileiro 35 anos depois

Em março de 1978, time de Dario Pereyra e Chicão bate o favorito Atlético-MG nos pênaltis na final disputada no Mineirão

Fonte Estadão
O torcedor do São Paulo se orgulha pelo clube ser um dos maiores vencedores da história do Campeonato Brasileiro. São seis conquistas. Essa galeria de troféus no Nacional começou a ser montada por onze guerreiros que, sob muita chuva, derrotaram fora de casa um time tecnicamente superior para conquistar pela primeira vez o torneio. A façanha diante do Atlético-MG completa 35 anos nesta terça-feira. O campeonato era de 1977, mas a decisão só ocorreu no ano seguinte. No dia 5 de março de 1978 o Mineirão estava lotado por 102 mil pessoas para ver a final em jogo único.

A equipe de melhor campanha recebia o azarão São Paulo, que tinha jogadores de muita garra, mas que naquele dia carecia de seu artilheiro. Serginho Chulapa estava suspenso. O São Paulo jogou aquela decisão histórica Waldir Peres, Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor: Chicão, Teodoro (Peres) e Dario Pereyra: Zé Sérgio, Mirandinha e Viana (Neca). O time era comandado por Rubens Minelli.
"O Atlético-MG tinha a melhor campanha. Reinaldo era o goleador da competição e ainda o time mineiro jogava em casa. Tínhamos medo de levar uma goleada, essa é a verdade", confessou o volante são-paulino Darío Pereyra. Ele e Chicão eram os símbolos de um elenco raçudo que tinha a missão de parar o melhor ataque do único ainda invicto da competição. Sofreram, mas conseguiram. O jogo foi feio. Getúlio e Antenor marcavam duramente os rivais. Não davam brechas. Tecão agradeceu por não ter de marcar Reinaldo, ausente. E no meio de campo, Dario Pereyra perseguia Cerezo (jogador Bola de Ouro de 1977) em todos os setores do campo. O São Paulo era só marcação.
FRANCO ATIRADOR
O clima de tensão rondava o São Paulo na época. Sem nunca ter vencido um Campeonato Brasileiro, o time do Morumbi ainda se ressentia dos vices de 1971 (diante do próprio Atlético-MG) e de 1973 (para o rival Palmeiras), além de ter perdido a final da Libertadores de 1974 para o Independiente. Ficar no quase de novo aterrorizava a diretoria do clube.
Diante disso, os cartolas paulistas resolveram agir e colocaram em prática um pouco de malandragem para tentar vencer no Mineirão. O atacante Serginho Chulapa estava suspenso e não poderia jogar a finalíssima. Mesmo assim, foi colocado em um avião e desembarcou em Belo Horizonte. E foi com o elenco para o Mineirão. "A ideia era botar pressão no time deles de que tínhamos conseguido um efeito suspensivo (sim, naquele tempo já havia esse recurso do Tribunal Desportivo) e que ele ia jogar", contou Darío. Mas Serginho ficou apenas na torcida. E até hoje não se sabe se a manobra provocou algum efeito no adversário.
Com o campo molhado e muita chuva, o jogo seguiu seu roteiro previsto. Os donos da casa atacaram durante toda a partida e mais os trinta minutos da prorrogação. A decisão do título brasileiro foi então para os pênaltis pela primeira vez em sua história. E novamente uma pitada de malandragem ajudou o São Paulo. Antes da última cobrança, o goleiro Waldir Peres saiu da meta e falou algo no ouvido do atleticano Márcio, que faria sua cobrança. O que foi cochichado não se sabe, mas o fato é que a bola foi para o alto, longe do gol. Com os 3 a 2 nos pênaltis, o São Paulo sagrou-se campeão brasileiro pela primeira vez.
"Eu havia chegado ao São Paulo meses antes e não tinha noção do quanto era difícil ser campeão brasileiro. Estava acostumado com o Uruguai, onde somente Peñarol e Nacional tinham chances de ser campeões nacionais. Foi uma conquista inesquecível", resume Darío Pereyra.
FICHA DO JOGO
05 de março de 1978
ATLÉTICO-MG 0 (2) x 0 (3) SÃO PAULO
Local:
Mineirão (Belo Horizonte)
Público: 102 974
Árbitro: Arnaldo César Coelho (RJ)
ATLÉTICO-MG: João Leite, Alves, Márcio, Vantuir e Valdemir, Toninho Cerezo, ngelo e Marcelo (Paulo Isidoro), Serginho, Caio (Joãozinho Paulista) e Ziza. Téc.: Barbatana
SÃO PAULO: Waldir Peres, Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor, Chicão, Teodoro (Peres) e Dario Pereira, Zé Sérgio, Mirandinha e Viana (Neca). Téc.: Rubens Minelli
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