Foto de Denise Meirelles/Diário SP
Pela primeira vez desde a morte do torcedor Kevin Espada, de 14 anos, durante a partida entre San José e Corinthians, no dia 20 de fevereiro, uma equipe brasileira e uma boliviana vão se enfrentar. Em clima de paz, o São Paulo encara o The Strongest nesta quinta-feira, às 21h30, no Morumbi, pela segunda rodada da fase de grupos da Taça Libertadores.
Avessos a um possível clima de vingança, os jogadores da equipe boliviana esperam homenagear o garoto, atingido na cabeça por um sinalizador, mostrando bom futebol.
“Ficamos chateados e, com certeza, uma vitória ou um gol seria uma homenagem ao Kevin. Mas nem mesmo um gol ou um título vai fazê-lo voltar”, disse o atacante e capitão do time boliviano, Pablo Escobar.
“Infelizmente, nada do que a gente fizer o trará de volta... Mas vamos para o campo com muita fé, para fazer um bom jogo e tentar escrever uma bela história”, completou o jogador.
O técnico do São Paulo, Ney Franco, não acredita que os adversários levem para o Morumbi um clima de revanchismo.
“Acho que esse jogo não possui relação alguma com o que aconteceu com o Corinthians. Talvez, se a partida fosse lá (na Bolívia), por ser recente, poderia haver um pouquinho de resquício”, disse o treinador, que procurou não abordar o assunto com seus jogadores. “Aqui, internamente, nem estamos tocando nesse tema. Vamos enfrentar o Strongest como se fosse qualquer outro adversário argentino, peruano ou chileno”, afirmou o treinador.
Punição/ O Corinthians, que tem de jogar com portões fechados, não é o único punido na Libertadores. O São Paulo perdeu o direito de disputar uma partida da fase de grupos da competição no Morumbi por causa das confusões com os jogadores do Tigre, da Argentina, na decisão da Copa Sul-Americana do ano passado.
“Estamos acatando a punição. Espero que eles (Conmebol) fiquem de olho na hora em que os jogadores cobram escanteio e os policiais precisam fazer aquela barreira. A gente sai do campo e toma pilha na cabeça... Espero que eles se tornem atuantes daqui em diante”, disse Ney Franco, que, pelo menos na Bolívia, deverá ser bem recebido.
“Como sempre, o São Paulo será bem-vindo. Só os torcedores que não poderão usar sinalizadores”, avisou Pablo Escobar, nascido no Paraguai e naturalizado boliviano.
Tricolor e boliviano Strongest pregam paz e amor
Fonte Diário de São Paulo
27 de Fevereiro de 2013
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