Após 'tsunami', sede social tricolor passa por reconstrução de R$ 2 mi

Fonte Globo Esporte
Quem andar pela sede social do São Paulo nesta sexta-feira mal vai notar as marcas de uma inundação. Uma semana depois de ser alagado por uma enxurrada, o clube se livrou da lama e do mau cheiro das águas do córrego do Pirajuçara e está quase pronto para ser reaberto. A reconstrução foi rápida, mas também foi cara. Um ônus com que o departamento de futebol tricolor terá de arcar.
- Estimo que gastaremos entre R$ 2 milhões e R$ 2,2 milhões. Ainda estamos fazendo um levantamento mais detalhado. O São Paulo tem um seguro de aproximadamente R$ 1 milhão. Já acionamos a seguradora. Mas o clube certamente vai perder. Nossa grande reserva é o futebol. Então, quando acontece algo desse tipo, quem financia é o futebol. A verba que não sair do seguro, sairá do caixa do São Paulo. O sócio não terá de pagar por essa reconstrução - disse o vice-presidente social e de esportes amadores, Roberto Natel.
O dirigente está no comando da reforma do clube e trabalha quase sem parar desde a inundação do dia 14 de fevereiro. Desde então, a sede social está interditada. O São Paulo agiu rápido para reabrir o clube na manhã deste sábado, considerando que esta foi a maior enchente que atingiu o Tricolor. No entanto, algumas instalações permaneceram fechadas. Segundo Natel, a sede social só estará 100% novamente em 2014.
- A piscina olímpica terá de ser quebrada e totalmente reformada, o que demora de seis a sete meses. Por isso, o clube só vai estar 100% no ano que vem. A sala de carteado terá o piso reconstruído. O parque das crianças ficará fechado, porque tem uma areia especial, colorida, que demora uns 15 dias para ser entregue - disse o cartola.
- Toda parte mais baixa do clube foi afetada. A cozinha dos funcionários, que havíamos acabado de construir, foi embora, perdemos todos os equipamentos. Nosso ginásio 5, que estávamos colocando piso de madeira, foi danificado e voltou ao ponto zero. A sala de fisioterapia, a sala de sinuca, a central de atendimento, os vestiários, o berçário. Tudo ficou embaixo d’água - completa Natel.
Além de equipamentos da fisioterapia, da cozinha e do carteado, o São Paulo ainda espera ter prejuízo com os móveis da sede social. A princípio, eles parecem intactos, mas, como são feitos de madeira compensada, devem apresentar danos com o passar do tempo, inflando os gastos do Tricolor com a reconstrução do clube. O estádio do Morumbi também foi atingido, mas não sofreu grandes danos.

Águas passadas
A região do Morumbi tem histórico de alagamentos por conta do córrego do Pirajuçara, que passa por baixo do estádio são-paulino. A inundação do dia 14 de fevereiro, porém, foi comparada a um tsunami por Roberto Natel. Em 2004 e 2006, o clube também ficou debaixo d’água, mas os estragas foram muito menores, já que a água entrou lentamente. Desta vez, o córrego invadiu o clube com força e arrastou o que estava à frente.
- O São Paulo já teve alguns casos invasão de água. Quando cheguei ao Morumbi, já estava tudo alagado. A água chegou a uns 60cm em uma área aberta, mas o que fiquei impressionado foi que a enxurrada tirou equipamentos das salas e jogou no meio do caminho. Isso me chocou. A água varreu tudo, como um tsunami - disse o dirigente.
Na ocasião do primeiro alagamento em sua sede social, o São Paulo não possuía um plano de emergência para conter a água do Pirajuçara. Em 2006, o clube já possuía comportas para fechar as entradas do clube. A água chegou a ultrapassar essas barreiras, só que entrou lentamente. Desta vez, ela se concentrou em um muro nos fundos da sede social e chegou a dois metros de altura. Até que essa parede desabou, e o córrego invadiu o clube.
- Foi uma coisa absurda. Você fica sem poder fazer nada. Naquele momento só poderia rezar para os gastos serem pequenos. Os estragos antes (em 2004 e 2006), se não me engano, foram de cerca de R$ 400 mil (cada). O clube não estava modernizado como hoje. Nossa sede social agora é impecável - disse Natel.
A diretoria do Tricolor agora cobra a Prefeitura e o Governo de São Paulo para que solucione o problema das enchentes no bairro do Morumbi. Em abril do ano passado, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do Governo do Estado de São Paulo aprovou uma parceria público-privada para a construção de dois reservatórios para armazenar a água do Pirajuçara. No entanto, nada saiu do papel.
Após a cobrança, o Governo de São Paulo enviou carta ao presidente tricolor, Juvenal Juvêncio, informando que o edital da concorrência pública para a realização da obra será lançado ainda neste mês. O clube ainda pede explicações sobre outros projetos de infra-estrutura para a região que estão parados, como a construção do Monotrilho e o prolongamento da avenida perimetral.
Depois do ‘tsunami’
A sede social do São Paulo ainda é um grande canteiro de obras, mas, em sua maioria, em fase de acabamento. Roberto Natel conta como foi o passo a passo da reconstrução do clube, desde a limpeza que varou a madrugada aos retoques finais.
- A primeira ação em uma enchente é lavar tudo rápido, porque a lama gruda e não conseguimos mais tirar. A primeira providencia foi contratar caminhões-pipa para poder limpar tudo. Não paramos um minuto. Viramos a noite. Tem de fazer higienização e dedetização. Temos de tomar o cuidado para que o sócio não sofra nenhum tipo de contaminação - disse o dirigente.
A lama se misturou com a água poluída do córrego do Pirajuçara e carregou um forte e desagradável odor, além de insetos e roedores. Após limpeza e dedetização, foi iniciada a fase de reforma das estruturas danificadas.
- Depois trocamos os equipamentos da piscina que ficaram debaixo d’água. Enfim, todos equipamentos elétricos que foram perdidos - continua Natel, que coloca o Tricolor no último passo para a maioria das obras: a fase dos retoques.
- Estamos em uma fase de olhar tudo para fazer os acabamentos, para que o sócio nem perceba que houve uma inundação aqui - finaliza o dirigente.
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