“É claro que queremos os jogadores. Vamos esperar por uma definição da CBF. Parece que o Santos e o Inter já fizeram intervenções para a escalação de seus jogadores neste fim de semana”, afirmou o vice-presidente de futebol do Tricolor, João Paulo de Jesus Lopes, que tem também o zagueiro Bruno Uvini entre os que já trabalham com Mano Menezes.
Se a CBF, que até semana passada tinha Ney Franco como comandante das categorias de base, atender aos apelos de quem se manifestar pelos atletas, a preparação para as Olimpíadas só será prejudicada em alguns dias de treino. Os 18 convocados fazem nesta terça-feira exames médicos e avaliações físicas e só viajam para Londres na noite de segunda-feira.
Neste mesmo período, no ano passado, a Ney Franco tomou decisão em prol dos clubes em meio aos treinos para o Mundial sub-20, conquistado pelo Brasil. Os times que tinham atletas convocados puderam usá-los em duas das três rodadas do Brasileiro que ocorreram antes da viagem para a Colômbia.
Outro fator que pode ajudar a participação de Lucas no Choque-Rei – e que explica tamanha confiança sem ação dos são-paulinos – é a proximidade do presidente da CBF, José Maria Marin, de Juvenal Juvêncio. A relação já valeu a liberação de Ney Franco para assumir a equipe do Morumbi.
A expectativa é por uma resposta até o final da semana. Se a CBF ceder, além do São Paulo (que tem Lucas e Bruno Uvini), serão beneficiados o Santos (com Neymar, Rafael e Ganso) e o Inter (com Leandro Damião e Oscar, caso o meia não seja negociado com o futebol inglês). O outro clube brasileiro com representante na Seleção é o Vasco, que já vendeu Rômulo para o Spartak Moscou, da Rússia.