Oclima era ruim. Com a eliminação na Copa do Brasil, a torcida tricolor cogitou até um boicote ao jogo de ontem, no Morumbi. No entanto, devido ao bom desempenho da equipe e à vitória por 3 a 1 sobre o Coritiba, os 21.336 são-paulinos que foram ao estádio trocaram os gritos que pediam “raça” pelos de “olé” e agitaram a bandeira branca.
“A torcida chegou pedindo raça, tentamos transmitir isso mostrando um bom futebol. Assim, logo abrimos vantagem”, disse o meia Jadson.
Com a segunda vitória consecutiva sob o comando de Milton Cruz, o Tricolor pulou para a quarta colocação na tabela de classificação, com 15 pontos. “A torcida se acostumou a ganhar títulos. Por isso, precisamos trabalhar muito para dar alegrias para eles”, falou o lateral-esquerdo Cortez.

Sob o olhar atento do técnico recém-contratado, Ney Franco, o São Paulo partiu para o ataque logo no início do jogo. Com velocidade, Lucas deu o tom para a equipe.
Principalmente pela direita, o Tricolor se impôs. Depois de muita pressão, aos 14 minutos, Douglas aproveitou o erro do adversário para avançar e cruzar para Jadson, com categoria, abrir o placar.
Embalado, o time buscou o segundo gol. Após perder algumas oportunidades, a equipe ampliou a vantagem. Em uma jogada semelhante à do primeiro gol, Osvaldo partiu em velocidade pela esquerda e cruzou. Maicon mandou para o fundo da rede e fez 2 a 0.
“Faltaram entrosamento e ritmo de jogo. Utilizamos jogadores que saíram da base, mas, mesmo assim, tivemos alguns bons momentos”, avaliou o meia Tcheco, que deverá se aposentar após a Copa do Brasil. “Chega a hora em que o corpo não aguenta”, disse.
No segundo tempo, o São Paulo diminuiu um pouco ritmo e deu mais espaço para o Coritiba. Denis precisou fazer boas defesas para segurar a vantagem. Mas, aos 25 minutos, Edson Silva errou o tempo da bola e acertou, de maneira grosseira, a perna de Alex. Pênalti, que Robinho converteu.
O São Paulo, então, acordou e voltou a pressionar o frágil adversário. Aos 34, Lucas passou para o atacante Osvaldo, que, com tranquilidade, deu números finais ao confronto.
E, com o apoio do público, o time parece ter encontrado o caminho das pedras. “Temos de jogar bem defensivamente e encontrar os espaços na frente para marcar”, ensinou Jadson.