Briga sem vencedor

Fonte Estadão
Pronto! R$ 15 milhões na mão foram suficientes para colocar um ponto final na polêmica que envolveu o meia Oscar, o São Paulo e o Internacional. Até aí, sem novidades. Estava evidente que o acordo não era uma questão de conceito, mas de preço. O que mais chamou minha atenção, no entanto, foram as reações que sucederam o anúncio do "final feliz".
De um lado os são-paulinos, dirigentes e torcedores, que batiam no peito dizendo-se vitoriosos, uma vez que impediram que o jogador saísse de graça. Do outro, o staff do atleta exibia comportamento bem parecido, orgulhoso por fazê-lo ficar onde queria, ou seja, no Beira-Rio.
Bobagem. A reação festiva das partes e daqueles que se envolveram no processo, seja por interesse ou por simpatia a um dos lados da briga, provoca mais constrangimento do que admiração. Parece aquele boxeador que apanha a luta inteira, fica com o olho roxo e o supercílio aberto, mas, quando o gongo toca, ergue os braços triunfante, como se aquela vil demonstração de confiança fosse influenciar no julgamento dos juízes e do público.
A maneira como a história foi conduzida deixa claro que todos perderam. A diretoria do São Paulo sempre disse que gostaria de ter o atleta de volta. Não é para menos. Oscar é craque de seleção brasileira e certamente daria retorno fantástico dentro e fora do campo, com títulos e negociação milionária, bem maiores do que os R$ 15 milhões (US$ 7 milhões, ainda dinheiro de pinga no mercado internacional).
Do lado do atleta, usava-se algumas vezes o velho e contestável discurso de que "jogador joga onde quiser". Ok, todo trabalhador deve ter o direito de exercer sua profissão na empresa/clube que desejar, mas isso não pode ser usado como argumento para transformar contratos em simples formalidades. Isso sem falar no desgaste profissional, pessoal e emocional do jogador, que durante vários meses não pôde atuar.
Nunca ouvi de dirigentes do Colorado que a diretoria esperava ficar com Oscar sem desembolsar um tostão. Mas desconfio que era essa a ideia quando resolveram entrar na causa.
O lado bom de todo esse imbróglio é que foi criada uma jurisprudência na Justiça brasileira. A tendência é de que casos como esse passem a ser tratados com mais atenção, gesto que, na prática, deverá regular melhor a relação entre clubes, empresários e atletas.
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