Há quem diga inclusive que sua saída é inevitável, mesmo em caso de classificação para a semifinal da Copa do Brasil, nesta quarta-feira.

“É fato que a cada dia que passa a continuidade dele fica mais difícil. Isso não depende apenas dos resultados. É uma questão de relacionamento”, avaliou uma fonte próxima ao presidente Juvenal Juvêncio, que pediu para não ser identificada, ao MARCA BRASIL.
Nas entrelinhas, Leão tem explicitado com ironia que a relação com a cúpula está amarga desde o caso Paulo Miranda, que foi afastado pelos cartolas durante uma semana a contragosto do treinador. Oficialmente, a diretoria garante que as alfinetadas fazem parte do jogo e que Leão está respaldado no cargo.
“Não é de todo agrado para o São Paulo que algumas coisas sejam externadas para a imprensa, mas é normal”, avaliou Adalberto Baptista, diretor de futebol, em declaração à rádio ‘Estadão ESPN’, que em seguida completou: “A gente confia plenamente no trabalho dele.”
Mas o treinador sabe que existem farpas por trás de um discurso amigável e ficou muito irritado ao saber que pessoas influentes ligadas à cúpula do Morumbi revelaram para a imprensa que o treinador tem uma dívida com a Receita Federal e que estaria forçando sua demissão de olho em um proposta financeiramente sedutora para deixar o clube.
“Não devo absolutamente nada para ninguém”, esbravejou Leão, que está garantido pelo menos até quarta, quando tudo pode acontecer nos bastidores do Morumbi...