Treinador do São Paulo admite discordâncias com dirigentes do clube e técnico do Palmeiras anuncia que não vai renovar contrato para temporada 2013
Dois dos maiores clubes do País enfrentam dificuldades sérias no banco de reservas. Vizinhos de muro em seus centros de treinamento, São Paulo e Palmeiras vivem um período de incertezas com relação aos seus comandantes nas quatro linhas. Em comum, apenas as trocas de farpas públicas com diretores, mas Emerson Leão e Luiz Felipe Scolari vivem situações diferentes quando o assunto é o futuro.
Felipão surpreendeu ao dizer na TV Gazeta que não permanecerá no Palmeiras em 2013, quando termina seu contrato. O treinador regressou ao País para dar um rumo ao clube em que conquistou status de ídolo, mas colecionou fracassos e passou a ser criticado pelos mesmos torcedores que um dia bateram palmas para seu regresso. A situação política e as dificuldades para contratar reforços também pesaram para que o treinador decidisse deixar o Alviverde sem arranhar mais a imagem vencedora que conquistou no fim dos anos 90, quando, entre outros títulos, venceu a única Libertadores da história palmeirense, em 1999.
Já do lado são-paulino, Leão foi a aposta da diretoria para "chacoalhar" o elenco no fim do ano passado e recolocar o time na Libertadores. A classificação não veio, mas o treinador continuou prestigiado sobretudo pelo presidente Juvenal Juvêncio, que apostou na renovação de contrato com o técnico e na reformulação completa do plantel. Tudo vinha bem até a eliminação para o Santos nas semifinais do Paulista (a terceira seguida para o rival) e a eclosão do caso Paulo Miranda para o ambiente mudar drasticamente e o treinador passar a ter o futuro questionado. A pergunta é até quando ele conseguirá permanecer no Morumbi.
Além do tiroteio com os superiores, a Copa do Brasil é outro elo entre os treinadores, que já figuraram entre os mais desejados do País e hoje estão longe de ser unanimidade. São Paulo e Palmeiras estão nas quartas de final da competição e com boas condições de chegarem à próxima fase. Se superarem também a semifinal, farão a decisão do torneio e um título pode ser a tábua de salvação para um dos dois.
A anunciada saída de Scolari em 2013 também desperta atenção no Morumbi. Juvenal é fã confesso do campeão mundial e já o sondou algumas vezes para assumir o São Paulo. Felipão nunca negou que toparia assumir um rival do Palmeiras e gostaria de manter residência fixa na capital paulista.
Cedo para apostar em Felipão no São Paulo? Certamente sim, mas trata-se de um cenário possível para o futuro. Até lá, muita água ainda vai rolar.
Leão e Felipão têm prazo de validade
Fonte Estadão
22 de Maio de 2012
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