Leão barra Jadson do time e revive problema: a camisa 10

Fonte Lancenet
A eliminação para o Santos no Paulistão foi a gota d’água para Emerson Leão sacar Jadson do time. Após derrota por 3 a 1, o camisa 10, que já tinha sido substituído durante o confronto, ficou no banco na primeira disputa das oitavas de final da Copa do Brasil. Diante da Ponte Preta, nem entrou. Maicon, reserva imediato, ganhou oportunidade na etapa final.
Desde que perdeu Danilo, hoje no Corinthians, em 2006, o Tricolor vive drama para encontrar um armador. Já apostou em Souza, teve Hugo, adiantou Hernanes e, ano passado, depositou todas suas fichas no veterano Rivaldo. Nenhum deles mostrou a classe de um autêntico camisa 10, que organiza o meio de campo. Ano passado, mesmo com apenas oito jogos no comando, Leão teve tempo para solicitar um jogador com essas características. O pedido veio em dose dupla, com Maicon e Jadson. Cañete, com lesão no joelho direito, faz a função, mas só volta a campo entre julho e agosto.
Contratado por R$ 9 milhões e mais 30% dos direitos econômicos de Wellington, Jadson chegou como solução. Diretoria, torcida e comissão técnica comemoraram, mas Leão prefere apostar em três atacantes. Até agora, em 19 partidas de Jadson, uma como reserva (Ituano), só duas vezes atuou por minutos. Em algumas chegou a sair no intervalo.

Até o momento Jadson não reclama publicamente. Seu único posicionamento foi um dia depois da derrota para Ponte Preta, quando, pelo Twitter, disse que vinha recebendo muitas críticas, mas daria a volta por cima. Na última sexta-feira, mais uma vez esteve entre os reservas.
Mas não é só com Leão que o meia gera descontentamento. Durante o jogo contra o Santos, na eliminação, dirigentes no camarote da presidência – e inclusive Juvenal Juvêncio – não gostaram da apatia do atleta. Consenso foi de que é um bom jogador, tem qualidade, mas muitas vezes some no jogo e não mostra poder de luta, perfil cobrado na reformulação feita para esta temporada.
Por outro lado, Jadson sente falta de trabalho tático, o que estava acostumado na Europa. Como precisa de entrosamento (voltou para o Brasil depois de sete anos fora e busca melhorar a parte física), o meia sente falta de atividades específicas para encontrar a melhor maneira de jogar. No dia a dia, o que se vê são exercícios técnicos e finalizações. Quinta-feira, ele fica de novo no banco.
AS ÚLTIMAS TENTATIVAS
Rivaldo
Com a 10 ano passado, saiu sem deixar saudade após um ano de clube.
Hernanes
Volante de origem, atuou como meia, com a 10. Foi bem, mas sem armar.
Hugo
Com a 11, jogava na função do 10. Chegava bem ao ataque, mas sem fazer armação.
Souza
Atuou com a 10, mas jogava como meia de velocidade. Bem na bola parada.
ALTOS E BAIXOS DE JADSON
Chegada
Após longa negociação entre São Paulo e Shakhtar Donetsk (UCR), meia foi contratado. Tricolor pagou cerca de R$ 9 milhões, além de 30% dos direitos econômicos de Wellington. Recebe a camisa 10 de Raí na apresentação, com apoio da diretoria e torcedores.
Acima do peso
Jadson chega com cerca de cinco quilos para perder. Intensifica o trabalho, mas demora a entrar em forma. Nos primeiros jogos, por questão física, é sempre substituído. Em seu terceiro jogo, perde pênalti contra o Corinthians.
Afastamento
Após ser sacado no intervalo do jogo contra o XV de Piracicaba, em seu oitavo confronto pelo Sampa, é barrado diante do Independente (PA), em Belém. Fica em São Paulo, com os preparadores físicos, para aprimorar a parte física. Volta como titular na sequência, na vitória por 2 a 1 sobre a Portuguesa, faz gol e atua pela primeira vez por 90 minutos.
Garçom
Em alta na bola parada, destaca-se com bons passes para gols. Vindo do banco, contra o Ituano, dá duas assistências e vira garçom do time. Ganha sequência e elogios, mas segue sendo substituído.
Banco
No último jogo, fica como opção e não entra. Titular na derrota para o Santos, tinha sido banco apenas uma vez.
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