Derrota do São Paulo em Lins expõe fragilidades do elenco

Fonte Estadão
Pouca gente acreditava que as 11 vitórias seguidas tivessem tornado o São Paulo imbatível, mas a derrota por 2 a 1 para o Linense expôs fragilidades. A limitação do elenco, com lesões e poucas alternativas, já se mostra o principal desafio do técnico Emerson Leão para a fase decisiva.
Reservas como Maicon e Osvaldo entraram na equipe e não deram conta do recado. Sem alternativas, Leão foi obrigado a fazer alterações que deixaram o time desfigurado: no segundo tempo, o ataque foi formado por Willian José e Luis Fabiano. O próprio treinador já admitira que não considerava a hipótese de os dois atacantes, com características parecidas, atuarem juntos.
A simples ausência dos suspensos Cícero e Casemiro, principais armadores de jogadas no meio de campo, minou a inspiração ofensiva. Jadson até deu sua oitava assistência no ano em cobrança de escanteio na cabeça de Rhodolfo, mas mostrou pouca capacidade de fazer lançamentos e se movimentar.
Nas laterais, a discrepância é muito grande. Enquanto Cortez se entrosa facilmente com quem cai pelo setor esquerdo (Rafinha ganhou chance e foi bem por ali), Lucas sofre para fazer jogadas ofensivas com Piris. O lateral paraguaio outra vez deixou a desejar e quem acabou a partida na posição foi o volante Rodrigo Caio, novamente improvisado. Com um ou outro, a fragilidade ofensiva é a mesma.
O placar foi definido ainda no primeiro tempo e o Tricolor deu azar nos dois gols sofridos. O Linense abriu o placar aos 9 em cobrança de falta de Andrade, que desviou na defesa tricolor e enganou Denis. Aos 23, Rhodolfo subiu sozinho para empatar de cabeça, marcando seu sexto gol na temporada. A um minuto do intervalo, porém, Paulo Miranda tentou cortar um cruzamento e acabou fazendo contra.
Mesmo com domínio completo das ações na etapa final, o São Paulo decepcionou. Na área, Willian José e Luis Fabiano tiveram raras chances, nenhum delas clara, para marcar. Bem postado na defesa, o Linense não tomou o sufoco que esperava e poderia até ter ampliado, não fossem boas intervenções de Denis.
Na segunda derrota do time no ano, não houve desculpas para a péssima atuação, além do desgaste e dos poucos desfalques. A outra havia sido no clássico com o Corinthians, mas o Tricolor havia caído de pé: 1 a 0 com gol perdido e um a menos em boa parte do jogo.
TRISTE IRONIA
Por uma coincidência, dois personagens do Linense com lugar marcado na história do São Paulo foram fundamentais para impedir que o clube do Morumbi chegasse à inédita sequência de 12 vitórias: o técnico Pintado (campeão mundial em 1993) e o meia Lenílson (campeão brasileiro em 2006).
Enquanto Pintado armou um esquema defensivo muito bem amarrado para segurar o resultado, com forte marcação sobre Lucas, Lenílson atrapalhou Paulo Miranda no lance do gol contra, que definiu a derrota.
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