Missão: substituir um ídolo

Fonte ESPN/Eduardo de Menese
Pergunte ao torcedor palmeirense: qual foi o maior goleiro da história do seu clube? Repita a questão aos são-paulinos e você terá como resposta a dupla Marcos e Rogério Ceni. Não tem jeito, são anos de dedicação a um só time e raros exemplos de verdadeiro amor a camisa. Os dois se declaram "jogadores-torcedores" misturando paixão e profissionalismo em uma história que vira referência para os mais jovens. Isso aconteceu no Palmeiras com Deola e Bruno e no São Paulo, Dênis mesmo formando longe das categorias de base do tricolor, declara que é fã de Rogério Ceni.
O fato que chama a atenção é que nesta temporada, Marcos e Rogério ficaram pelo caminho. Marcos anunciou a aposentadoria e Rogério sofreu uma contusão que necessita uma longa recuperação. Chance de ouro para Palmeiras e São Paulo encontrarem os substitutos dos ídolos.
Primeiro, vamos abordar o caso do Palmeiras. Desde a temporada passada, Marcos era poupado afinal não suportou tanto as fortes dores pelo corpo, resultado de anos de batalha.
Com Bruno emprestado para a Portuguesa, Deola teve mais chances e acumula 87 partidas com a camisa palmeirense. No jogo contra o Oeste, na última quinta-feira, ele ficou no banco e viu Bruno ser o titular. Bruno também quer a vaga na equipe mas tem um menor numero de partidas, até agora 33.
O problema maior não é a disputa e sim o que a torcida espera deles.
Olham para o gol e lembram do ídolo Marcos com seus "milagres", belas defesas. Deola e Bruno mostram potencial mas enfrentam a pressão de atender a todas as expectativas. Claro, não estão livres de críticas. Deola passou por isso nos últimos jogos, Bruno garante que está preparado. "Dificil substituir alguém que é insubstituível mas é um sentimento gostoso, uma honra ter esta chance. Ainda vejo a torcida com paciência mas outro Marcos não vai existir nunca. Vamos tentar colocar em prática o que aprendemos com ele",declarou Bruno.
Deola também adota a linha de um pedido de paciência para os torcedores. Os dois estão em alta com o técnico Luiz Felipe Scolari, um espécie de escudo contra as críticas. "Quem analisa são vocês, a torcida mas quem escala sou eu. Não penso muito no Marcos, penso agora no Deola e Bruno. Não tem muita pressão, a pressão é jogar bem",contou o treinador.
No São Paulo, os fatos são semelhantes. Com 33 jogos pelo tricolor, Dênis é elogiado pela comissão técnica mas a torcida ainda quer melhores atuações afinal em breve, ele terá a missão de assumir a camisa 01 do São Paulo quando Rogério Ceni se aposentar.
No mundo do futebol é comum ouvir que a paciência é importante para colher bons resultados. Deola, Bruno e Dênis miram os exemplos de Marcos e Rogério Ceni para obterem sucesso na carreira. Admitem que não vão tirar ninguém da memória do torcedor mas querem um espaço de reconhecimento por parte de quem tanto gritou "Marcos" e "Rogério Ceni". A idéia é olhar o ídolo que seguiu o caminho que eles querem percorrer e tiveram o futuro que eles esperam ter. Será que vão cumprir a missão?

Os goleiros Deola, Bruno e Dênis têm a missão de substituir um ídolo
Crédito da imagem: Agência Estado
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