"Choque-Rei" opõe prováveis sucessores de Marcos e Rogério Ceni

Ao iG, Deola e Dênis falam sobre a pressão de substituir os ídolos de Palmeiras e São Paulo

Fonte IG
Com a lesão de Rogério, Dênis assumiu o gol
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Nos últimos anos, os goleiros Deola e Dênis viveram à sombra de dois dos maiores ídolos da história de Palmeiras e São Paulo: Marcos e Rogério Ceni. Porém, devido à aposentadoria do "Santo" e à cirugia do camisa 1 são-paulino, os reservas assumiram o lugar dos mitos no gol de suas equipes. Neste domingo, pelo Paulistão, os arqueiros estarão frente a frente no "Choque-Rei" em Presidente Prudente, em uma verdadeira prova de fogo para mostrarem que são dignos de substituir Marcos e Rogério. Algo que não é nada fácil, como explicaram Deola e Dênis em entrevista ao iG.
"Todos queriam que o Marcos ainda estivesse jogando. Ele representou muito para o Palmeiras e para o futebol. Mas, infelizmente, ele vinha tendo mais dores do que prazer em jogar. No nível do Marcos, acho que não existe no Brasil hoje alguém que consiga chegar. Ele é meu ídolo e vai ser meu espelho para o resto da vida", disse Deola, de 28 anos, sobre o "Santo" palmeirense. "O Rogério não é só um ídolo do São Paulo, mas uma pessoa que eu cresci vendo jogar, que me fez querer ser goleiro. A responsabilidade de substituí-lo é imensa. A cada dia eu tenho que me aperfeiçoar para ajudar o time", comentou Dênis, 24 anos, sobre o ídolo tricolor.
Mesmo cientes da pressão de substituírem Marcos e Rogério, os goleiros afirmam que não poderiam estar mais felizes com a oportunidade. "É um momento muito importante da minha carreira. É diferente saber que tenho um campeonato inteiro pela frente como titular. Nenhum goleiro na era Ceni teve esse privilégio. Ao mesmo tempo que é muito gratificante, tenho uma responsabilidade muito grande", ressaltou Dênis. "Meu intuito sempre foi ser titular do Palmeiras, sempre sonhei com isso. Agora estou tendo essa oportunidade e espero corresponder ao máximo às expectativas", disse Deola.
Alvos de desconfiança no início, já que os torcedores de Palmeiras e São Paulo acostumaram-se a ver apenas Marcos e Rogério defendendo a meta nos últimos anos, os goleiros também sentem que já conquistaram a confiança da torcida. "Ao longo desse tempo que estou jogando, adquiri a confiança da torcida, já tenho certa credibilidade. Mas, com o decorrer do tempo, se eu conseguir conquistar títulos, como o Marcos conquistou, terei uma credibilidade maior", afirma o goleiro alviverde. "Hoje, quando se fala que o Dênis vai jogar, o torcedor não fica mais assustado. O torcedor reconhece o meu trabalho, mas sei que ainda preciso melhorar muito", completa o arqueiro são-paulino.
Dênis e Deola dizem que também contam com a torcida dos ídolos para fazerem história no Morumbi e no Palestra Itália. "Quando o Rogério me contou que sentia dores e teria que operar, ele também disse que eu estava pronto e que ele tinha certeza que eu iria entrar em campo e ajudar o São Paulo", contou o atleta tricolor. "O Marcos é um grande amigo. Convivia muito mais tempo com ele do que com minha própria esposa! Foram 12 anos de trabalho lado a lado, e nas concentrações, ele sempre me dava conselhos sobre tudo, de futebol a investimentos, até porque tinha muito mais vicência do que eu", relata o arqueiro palestrino.

Foto: Gazeta Press
Com a aposentadoria de Marcos, Deola assumiu de vez o gol do Palmeiras. E com a benção do ídolo alviverde
Apesar de serem rivais dentro de campo, Deola e Dênis se conhecem de passagem por outras equipes e mostram muito respeito um pelo outro. O goleiro palmeirense já rodou por vários outros clubes, sempre por empréstimo, enquanto o são-paulino iniciou a carreira na Ponte Preta. "O Deola é um grande amigo no futebol. Quando eu jogava na Ponte e ele no Guarani, a gente conversava bastante. Gosto bastante dele", diz o tricolor. "Enfrentei o Dênis quando eu jogava pelo Barueri. É um excelente goleiro e tem totais condições de assumir a vaga do Rogério Ceni", respondeu o alviverde.
Os fãs de Dênis e Deola também podem ficar tranquilos quanto à permanência dos jogadores nos próximos anos. Ambos dizem que ainda pretendem defender as equipes por muitos anos. "Quero dar sequência ao meu trabalho no Palmeiras. Tenho contrato até 2015 e quero extender o vínculo, porque não consigo me ver em outro clube. Estou aqui há 12 anos, quase tudo o que eu sei aprendi aqui, é o lugar onde me identifico", assegurou Deola. "Tenho contrato até 2016 e sempre procurei me aprimorar aqui dento. Não penso em sair do São Paulo", ressaltou Dênis.
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