O presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa-14), Ricardo Teixeira, vai passar pelo menos uma semana na Flórida, onde se refugiou com a família. Mas já prepara vingança contra quem se voltou contra ele durante a crise recente.
A ideia de se afastar ou se licenciar por período longo está afastada por ora, dizem interlocutores do dirigente.
Ao voltar ao Brasil, o que planeja fazer na semana seguinte ao Carnaval, promete agir para mudar o cenário do futebol brasileiro que deixou ao sair do país, anteontem.
E então agirá. Para retaliar quem mostrou não estar ao seu lado durante a crise e para retribuir àqueles que demonstraram fidelidade.
Teixeira passou a semana passada sob pressão intensa. A "Folha de S.Paulo" revelou a ligação entre o cartola e a Ailanto Marketing, empresa acusada de superfaturar amistoso da seleção em Brasília, em 2008.
As denúncias serviram para reforçar os rumores de que ele se afastaria da CBF, a qual preside desde 1989.
Começou então uma corrida pela sucessão. Cartolas que se movimentaram nos bastidores para conseguir uma brecha podem sofrer com um dirigente que continua no poder.(FSP)
