Assim como no ano passado, o técnico Emerson Leão comandou na manhã desta segunda-feira um treino cheio de descontração, quase uma gincana. Ele obrigou os são-paulinos a darem cambalhotas, girarem no chão e até carregarem no colo uns aos outros.
Trata-se de uma estratégia para entrosar o elenco, principalmente em relação aos jogadores recém-contratados, como o lateral Cortês e o volante Fabrício. Foi o primeiro treino com bola no ano.

Os jogadores se dividiram em duplas e passaram a bater bola. Quando Leão trilava o apito, quem estivesse com ela deveria dar ordens ao parceiro, que só receberia o passe de volta se seguisse à risca os comandos.
"Esquerda, direita, pula, esquerda, chão, cambalhota", gritava o volante Cléber Santana a Casemiro, seu companheiro de posição. "Agora vai buscar", completava antes de chutar a bola na linha de fundo. Ambos estavam perto do meio de campo.
"Tá muito fácil pro Casemiro", reclamou Leão. Cléber Santana, então, acrescentou o item "cambalhota para trás" à lista de comandos.
Em outra ocasião, Leão fez o grupo se reunir no centro do gramado para bater bola. Quando ele apitava, os jogadores deveriam procurar um companheiro para carregar no colo. Quem ficava sem par pagava dez polichinelos. A mesma punição era aplicado ao atleta que não acompanhasse outra brincadeira do técnico.
No centro da roda, Leão mandava os são-paulinos se movimentarem. "No chão!" Todos se jogavam. "No alto!" Todos pulavam. "No chão", dizia o técnico enquanto levantava os braços para o alto. Quem se jogava ao chão pagava a prenda.
"Aqui no São Paulo sempre foi assim, essa alegria", declarou Wellington na entrevista coletiva ao final da movimentação. "Quando o Leão chegou, ele trouxe isso de volta." Para o volante, as brincadeiras são uma forma de melhorar o dia a dia na concentração, onde a equipe ficará até o dia 20. Dois dias depois, O São Paulo estreia no Paulista contra o Botafogo no Morumbi.