Aos 26 anos, Maicon chega ao São Paulo credenciado por um bom desempenho no Brasileiro de 2011. Mas não é a primeira vez que o meia integra o elenco de um grande clube, já que atuou pelo Fluminense, entre 2004 e 2005, e Botafogo, em 2006. As passagens pelas equipes cariocas foram ruins, porém, ele garante que dará certo no Tricolor paulista.
"Nas duas equipes em que joguei no Rio, eu era bem mais novo. Agora já estou muito mais maduro, ciente das partidas, jogos, competições. Vou trabalhar bastante para, quando começar o campeonato, entrar em campo e mostrar que não vou sentir o peso da camisa", disse Maicon, que tinha 18 anos quando desembarcou nas Laranjeiras e 20 ao passar pelo Botafogo.
Além dos dois, o meio-campista passou por Madureira, equipe em que se profissionalizou, Bangu e Duisburg, da Alemanha, antes de chegar ao Figueirense, em 2009. Em meio à evolução técnica, o atleta garante ter mostrado a única coisa que promete à torcida são-paulina: empenho.
"Vontade sempre tive por onde passei, mas às vezes as coisas não acontecem. Agora está mudando, tudo tem dado certo. Espero conseguir a mesma felicidade que tive no Figueirense", comentou, bastante otimista para conquistar mais títulos na carreira - até agora, o único é o Campeonato Carioca de 2005, com o Fluminense.
"Escolhi o São Paulo por sempre brigar por título e toda a sua estrutura. É um grande clube, não teria outra escolha. Aqui, você tem de tudo, só tem que se preocupar em jogar futebol. Raça e vontade de vencer não podem faltar", enalteceu, pedindo, também, união no elenco para pôr fim a um jejum de conquistas que já dura três anos no clube.
"No Figueirense, não tinha vaidade nem estrela, estavam todos em busca do mesmo objetivo, o grupo era muito unido e o treinador passava muita confiança, por isso fizemos um grande Campeonato Brasileiro. Aqui existem grandes jogadores e haverá concorrência, mas temos que formar uma família. Só assim vamos conquistar títulos", indicou.

É com a ajuda dos colegas e a confiança em seu futebol que Maicon espera, enfim, vencer em um grande. "Cobrança sempre vai existir no São Paulo, mas vou trabalhar no dia a dia, correr atrás do meu espaço e dar o máximo para que possam ter certeza de que fui uma contratação boa", comentou ele, que se coloca à disposição para ser volante ou armador na equipe de Emerson Leão.