Contratado para colocar ordem na casa, Edson Silva chegou ao São Paulo mostrando que não tem medo de dar chutão. Disse que vai brigar por uma posição e mostrou personalidade. "Zagueiro tem de ser zagueiro na hora que tem de ser. Precisa mostrar vibração, impor respeito e deixar de brincadeira lá atrás. Tem de dominar a bola, tocar, mas também dar bicão e mandar a responsabilidade lá para frente."
Como muitos outros jogadores de futebol, ele não teve uma infância fácil. Cresceu na cidade de Palmares, na zona da mata pernambucana, e foi lá que deu os primeiros chutes na bola. "Venho de família humilde. Tive dificuldade, como todo jogador que vem do Nordeste, passei necessidade, mas nunca passei fome. Acho que por isso consegui chegar onde cheguei. Tive de lutar bastante."

Entre uma pelada e outra, Edson Silva ajudava a mãe e o avô nas atividades rurais, como cortar capim para dar de ração para os cavalos. "Eu pegava pesado no trabalho", relembra.
O garoto cresceu, ficou com 1,87 m de altura e um físico de assustar os adversários. "Todo jogador de defesa tem de ser assim, precisa garantir o pão de cada dia", afirma, rindo.
As comparações com Domingos, zagueiro com passagens por Santos e Portuguesa, principalmente por causa da semelhança física, são inevitáveis. "Deixa o Domingos para lá e eu para cá. Apesar de que sou mais bonito do que ele", brinca.
Edson Silva fez uma boa temporada pelo Figueirense e chamou a atenção dos dirigentes do São Paulo. Agora, sabe que precisa agarrar a chance de sua vida.