Três dos cinco reforços apresentados pelo São Paulo na quinta-feira têm o mesmo empresário: Eduardo Uram, agente carioca, é o procurador do zagueiro Edson Silva, do lateral Bruno Cortês e do meia Maicon. As negociações em atacado praticamente dobram a influência de Uram, hoje o empresário com mais trânsito no Morumbi.
Antes do trio de contratados, a empresa Brazil Soccer, de propriedade dele, já era responsável por quatro nomes do elenco são-paulino. Os zagueiros João Filipe e Luiz Eduardo, o lateral Juan e o meia Cícero. Luiz, o mais jovem de todos, assinou procuração com Uram no último ano e já é um fruto da maior aproximação entre empresário e o clube.
"Não contratamos jogador a partir dos empresários, mas sim da qualidade", defende João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol do São Paulo. "Isso é algo momentâneo, uma coincidência, porque temos empresários de vários investidores e representantes", acrescentou o dirigente. Eduardo Uram ainda foi elogiado por ele.
"Ele tem atletas conosco há quase 10 anos e nunca tivemos nenhum problema com ele. O Eduardo Uram, por ser sério, continua conosco. Outros não continuam porque não são sérios", afirmou João Paulo de Jesus Lopes, o dirigente mais antigo do departamento de futebol.

O aumento da influência de Uram no elenco do São Paulo tem relação direta com o distanciamento de outros dois empresários. Juan Figger, principal parceiro do clube no período do tricampeonato brasileiro, negocia as saídas de Carleto e Marlos, que também é ligado a Marcos Malaquias.
Por sua vez, Malaquias, cujo eixo de influência é forte na região Sul, era ainda responsável pelas carreiras de Dagoberto e Miranda, ambos deixaram o clube em 2011 em direção a Internacional e Atlético de Madrid, respectivamente.