"Acho que isso não vai acontecer", apostou o jogador à Gazeta Esportiva.Net. "O Rivaldo é um excelente jogador e todos sabem disso. Não quero ficar marcado por isso de jeito nenhum. Quero mostrar uma coisa melhor a cada dia que passa para a torcida", completou Gerley.
A ação, porém, marcou a carreira de Rivaldo. Ao receber o cartão vermelho, o meia de 39 anos teve o nome cantado ironicamente pela torcida do Palmeiras, maioria no Pacaembu. E como ocorreu com a Itália diante da França no Mundial de 2006, o Verdão venceu o Choque-Rei.
Pior para Rivaldo, que terá que cumprir suspensão no último jogo do ano, contra o Santos, e a diretoria optou por já antecipar a comunicação de que ele seria desligado do elenco - o meia, contratado em janeiro, tem seu vínculo encerrado neste mês e terá sua última atividade como atleta do Tricolor no treino deste sábado.

Gerley entrou duro e Rivaldo teve a reação que valeu o cartão vermelho: o último lance do meia pelo São Paulo
O melhor jogador do mundo em 1999 de acordo com eleição da Fifa ainda recebeu uma advertência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O veterano foi julgado por "prática de jogada violenta" e "agressão", já que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira relatou que o camisa 10 "chutou Gerley sem bola".
O lance ocorreu aos 47 minutos do segundo tempo, com uma entrada dura do lateral esquerdo. Bravo, Rivaldo levantou-se em direção ao adversário, deu a entender que daria um tapa e acabou derrubando-o. O árbitro resolveu puni-lo com um cartão vermelho e optou somente por aplicar um amarelo no comandado de Luiz Felipe Scolari.
Preocupado com a comparação com Materazzi, que xingou os familiares de Zidane e conseguiu, com a provocação, a cabeçada e a expulsão do astro francês na prorrogação, Gerley nega ter induzido Rivaldo a agredi-lo. "Eu quis matar a jogada no lance, não teve nada de agressão, e ele só quis me empurrar. Não teve nada de mais. Foi coisa de jogo, com cabeça quente, acontece", minimizou o lateral.
Para sorte de Gerley, Rivaldo garante que não seguirá o mesmo caminho de Zidane e não vai se aposentar. O meia é pretendido por Portuguesa e Santa Cruz e pode realizar o último ano de sua carreira também pelo Mogi Mirim, clube em que é um dos proprietários.