"Não posso reclamar dos jogadores. Eles se esforçaram, correram, tiveram chance, e isso se salvou", argumentou o técnico do Tricolor, lembrando que seus atletas foram à frente principalmente depois do único gol do Choque-Rei, marcado por Marcos Assunção, aos dez minutos do segundo tempo.
Como prova da vontade de seus escolhidos, o treinador se inclui entre os que estavam obcecados pela vitória e se frustraram com o tropeço. Logo depois de a bola entrar nas redes de Rogério Ceni, Cícero, Dagoberto e Juan saíram para as entradas de Rivaldo, Marlos e Willian José.
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Treinador usa até suas alterações para provar que o São Paulo não aceitou a derrota sem lutar
O Tricolor terminou o clássico em um 3-5-2 com o volante Denílson na zaga, o atacante Fernandinho como um ala esquerdo que era mais um ponta e Rivaldo e Marlos se aproximando dos centroavantes Luis Fabiano e Willian José.
"Se o treinador sacrifica o lateral esquerdo e Dagoberto para ter velocidade ofensiva e mais gente na área, não se pode pensar que ele está satisfeito. O time que termina o clássico em cima do adversário, apertando de todos os jeitos, perdendo gols, não está acomodado", afirmou Leão.
A diretoria concorda com o técnico, embora aponte que o adversário teve brios mais eficientes na busca por três pontos que pouco acrescentaram em sua situação - garantiu uma já provável vaga na Sul-americana. "O Palmeiras, mesmo não almejando nada, teve força de vontade e disposição", analisou o diretor de futebol Adalberto Baptista.