"Sempre entro em campo para fazer o meu melhor, mas se precisar sangrar domingo, vamos sangrar. A gente faz de tudo por essa camisa", discursou o Fabuloso, que posou para fotos como se estivesse doando sangue no Hospital do Coração, em São Paulo. "Foi uma simulação, até porque jogador tem no contrato que não pode fazer qualquer tipo de transfusão de sangue. Estou vindo aqui para ajudar, para aparecer e abraçar a campanha".

O único atleta a doar foi Hugo Hoyama, vinculado justamente ao Palmeiras. "Tenho sangue verde, mas posso ajudar qualquer pessoa. Pode ser são-paulino, corintiano ou santista. Nessa hora não tem rivalidade", emendou o campeão pan-americano, ciente de que uma única doação pode ser útil para quatro pacientes.
O médico Sérgio Domingos Vieira, responsável pelo banco de sangue do hospital que recebeu o evento, aproveitou para tirar algumas dúvidas frequentes que impedem parte da população de contribuir. "Não é verdade que o sangue engrossa, que dá cosseira. Isso tudo é um tabu, as pessoas podem vir sem medo. É um ato muito bem tolerado pelo organismo, as pessoas não passam mal", explicou.
No Dia Nacional da Doação de Sangue, a frequência de doações aumenta consideravelmente. Normalmente, o HCor recebe cerca de 20 doações diárias. Nesta quinta, a expectativa era por aproximadamente 90 contribuições. O ideal, de acordo com o médico, seria manter índice próximo a esse para evitar que os bancos fiquem esvaziados.