A euforia pela boa vitória do São Paulo por 3 a 1 sobre o rebaixado América-MG, sábado (19), já acabou para Leão. Agora, o treinador pensa nos dois últimos jogos do Brasileiro como sua grande prova de fogo.
Não é para menos. O Tricolor paulista tem dois clássicos pela frente — Palmeiras e Santos. São praticamente duas finais de campeonato, já que o time não pode desperdiçar nenhum ponto sequer para conseguir a tão sonhada vaga na Libertadores da próxima temporada.

“Não estou nem pensando no que vai acontecer em 2012. Ainda tenho duas batalhas e é nelas que eu focalizo”, falou o exigente treinador. Ele gostou da atuação do time no sábado. “Todos os nossos críticos vão ter de achar que o time melhorou. Contra o América, fomos à linha de fundo, fizemos cruzamentos com perfeição, criamos jogadas do fundo para trás e chutamos muito no gol adversário. Poderíamos estar em uma condição melhor e, se não estamos, é porque erramos demais”, avaliou o chefe.
Além de obsessão para o São Paulo, a vaga na Libertadores é a chance de Leão garantir emprego no Morumbi em 2012. O treinador chegou ao Tricolor em 24 de outubro sob olhares desconfiados no clube. Aceitou fechar contrato apenas até o final do ano, algo impensável quando estava em evidência.
Antes disso, no Goiás, comandara a equipe em nove jogos. Pediu demissão sem vencer nenhum e ainda se envolveu em uma sério incidente. Ao fim de um jogo contra o Vitória, no Barradão, Leão agrediu um repórter de uma emissora de rádio local e chegou a receber voz de prisão, mas foi liberado.
Foto: Edson Lopes Jr./Terra