"Meu futuro pertence a Deus. Vou cumprir esses dois jogos", limitou-se a dizer o meia de 39 anos, prometendo se pronunciar melhor sobre o que fará em 2012 após as duas rodadas que restam no Campeonato Brasileiro. "Vou saber só no momento certo. E isso depende do São Paulo", continuou.
A indefinição do melhor jogador do mundo em 1999 é uma prova da temporada aquém das expectativas que despertou. O astro da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 2002 não conseguiu tornar-se incontestável no time com nenhum dos três técnicos que passaram pelo Morumbi.

A torcida foi sua aliada, tanto que a insistência de Paulo César Carpegiani em deixá-lo no banco virou razão para ser dispensado - com raras chances, Rivaldo disse sentir a maior humilhação da carreira. Já Adilson, na visão de Juvenal, falhou ao se preocupar em atender aos pedidos pelo meia na equipe em vez de sacá-lo quando mais prejudicava do que ajudava.
Agora, com Emerson Leão, nem se ouve mais o nome do famoso jogador nas arquibancadas. Sua continuidade no clube seria uma surpresa. Mesmo sem chegar perto dos títulos que imaginou ao aceitar o convite de Rogério Ceni no início do ano, o veterano desperta interesse da Portuguesa e do Santa Cruz, time que o lançou nos anos 1990, e pode até retornar ao Mogi Mirim, clube em que é proprietário.
Tudo isso, contudo, será definido somente em duas semanas. Antes de completar 40 anos, em abril, Rivaldo quer garantir o São Paulo na Libertadores sendo importante da forma que for possível nos clássicos contra Palmeiras e Santos. "Necessitamos das vitórias e temos que consegui-las", falou.