"Houve troca de posicionamento na hora do gol", defendeu-se Cícero. No momento do gol, Nieto abriu as pernas para que a bola chegasse a Guerrón. Até que ela encontrasse os pés do equatoriano, ainda passou por Rhodolfo e Carlinhos Paraíba, que reclamaram com Cícero assim que as redes foram balançadas.
Depois da partida, entretanto, a tentativa foi de não tornar o camisa 16 vilão do mau resultado. "Não adianta um ou outro assumir sozinho a culpa. É o time inteiro. Infelizmente, aconteceu. Agora, é pensar no América-MG [no sábado, no Morumbi]", disse Rhodolfo, que costuma deixar o campo após tropeços questionando o time.
Fernando Dantas/Gazeta Press

Cícero não assume o posto de vilão e divide a culpa pelo gol do Atlético-PR com companheiros da defesa
Durante o desembarque da delegação nesta quinta-feira no aeroporto de Congonhas, bastava falar na falha que gerou o gol adversário que todos respondiam com lembranças do segundo tempo. Na etapa final, o Tricolor teve atuação "primorosa" na avaliação de Emerson Leão - ideia que só Rogério Ceni parece ter discordado.
"No segundo tempo, a equipe fez um belo trabalho. Faltou só criar as oportunidades para fazer o gol", lamentou Cícero, até em sua defesa. "Fomos bem no segundo tempo. Se fizéssemos o mesmo no primeiro tempo, ganharíamos o jogo. Infelizmente, não deu", concordou Rhodolfo.
A dois pontos da zona de classificação para a Libertadores antes da conclusão da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, os jogadores, enfim, abriram mão do título, mas só porque matematicamente já é impossível alcançar o líder Corinthians. "Dá para pensar em Libertadores, temos que ser realistas. Está difícil, mas temos condições de conquistar essa vaga", discursou Cícero.