Você trabalhou no São Paulo até o meio deste ano. Como encara a partida de hoje?
Foi um fato interessante que veio na minha mente quando eu estava no São Paulo. Seria uma situação meio constrangedora [enfrentar o Atlético na Arena], pelo tempo que eu trabalhei aqui. Mas por força do destino eu voltei às origens e estou desse lado.
Então o duelo de hoje não vai ser constrangedor?
Com certeza não. Estaria constrangido se estivesse no São Paulo.
Passou alguma informação do São Paulo para o Antônio Lopes?
Eu conversei bastante com o Lopes e passei o perfil de cada jogador do São Paulo. Eu sei o procedimento de cada um dentro de campo, a forma de trabalho.

Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo
E no que mais pode ajudar?
Sei da maneira do São Paulo jogar, da capacidade de posse de bola que eles têm e muitas outras coisas. Vamos tentar explorar os pontos fracos e neutralizar os pontos fortes.
Virou espião atleticano?
Não sou espião, sou [delator] declarado. Não existe nada que tenha de se esconder. O que pudermos fazer para derrotar o São Paulo, vamos fazer.
Pelas suas contas, o que time precisa fazer para se livrar do rebaixamento?
Três vitórias, mas estes dois próximos jogos são fundamentais. Serão eles que darão o passaporte para escaparmos, principalmente porque contra o Cruzeiro [domingo] é confronto direto. (RM)