Darío Pereyra acha que o São Paulo só vai à Libertadores com "sorte"

Fonte Placar
Darío Pereyra compareceu a um programa de televisão com a participação de dirigentes e jogadores do elenco do São Paulo, na semana passada. Boa parte dos torcedores presentes deixou de prestigiar o meia Lucas, ídolo atual, para assediar o uruguaio em meio àquela gravação. Enquanto organizava uma fila de fãs, ávidos por fotografias e autógrafos, o ex-atleta também revelou à GE.Net o seu saudosismo como tricolor.
Nesta entrevista, Darío Pereyra se mostrou incomodado com o mau momento do São Paulo no Campeonato Brasileiro. O uruguaio que defendeu o clube do Morumbi em 451 jogos, entre 1977 e 1988, acredita que a equipe comandada por Emerson Leão só conseguirá se classificar à Copa Libertadores da América de 2012 se contar com a “sorte”. Por isso, orientou o presidente Juvenal Juvêncio a apressar o planejamento para a próxima temporada: com as contratações de um zagueiro e um meia (que não deve ser Rivaldo) experientes, um Luis Fabiano mais confiável fisicamente e, quem sabe, a chegada de um novo ídolo uruguaio.
Qual é o problema do São Paulo?
Darío Pereyra: O São Paulo ficou acostumado a ganhar Campeonatos Brasileiros. Foram três seguidos. Houve uma caída. Mesmo que o time vença alguns jogos até o final do ano, será muito difícil alcançar a briga pelo título ou até uma vaga na Libertadores. A diretoria deve esquecer este ano e começar a projetar o próximo, com melhores escolhas e contratações. Sem fazer loucuras. Vários times conseguem boas campanhas à base de trabalho sério.
Você duvida, então, que o São Paulo se classifique para a Copa Libertadores da América?
Ah, o São Paulo até tem condições. Mas vai precisar contar com a sorte, não é?
Só irá se classificar com sorte?
Sorte é importante. Às vezes, você joga bem e não vence, a bola não entra, surge um gol inesperado do adversário… Mas também não dá para desistir da Libertadores. Sempre há esperança. Classificando-se, o São Paulo já poderia pensar em formar um time capacitado ao título continental, assim como o Leão fez na primeira passagem dele pelo São Paulo.
A contratação do Leão te agradou?
O Leão é um técnico que trabalha sério, duro, fazendo boas campanhas. Ele já demonstrou isso no próprio São Paulo. Vamos esperar os resultados.

Ele fez bem em aceitar um contrato com curto tempo de validade?
É um desafio. O Leão terá tempo suficiente para conhecer o plantel e impor um estilo de trabalho até o final do ano. Não há demérito nenhum nisso, até porque ele aceitou o convite. Se o profissional tem confiança no que faz, não importa o tempo de contrato. É lógico que muitos técnicos preferem um período mais longo, mas o Leão é uma pessoa confiante. Foi bom para os dois lados. Perfeito.
Você disse que o São Paulo precisa já projetar o seu elenco para 2012. Como o Leão participa desse processo, com a incerteza em relação ao seu futuro?
A responsabilidade também é do Leão. Até eu posso dar alguns palpites, na condição de quem está analisando de fora [risos]. O São Paulo precisa de um zagueiro com perfil de Seleção Brasileira, para ajudar o Rogério como líder da defesa. Também falta um meia criativo, um verdadeiro camisa 10, que cadencie o jogo e saiba como abrir uma defesa ou segurar um resultado. Falta alguém com o estilo de um Danilo, de um Douglas…
De um Rivaldo, não?
Dele também, mas o Rivaldo da época áurea [risos]. Todo mundo vê que o Rivaldo entra bem no time do São Paulo, mas não sei se aguenta jogar 20 minutos, 35, 45 ou uma partida inteira. Não estou no clube para acompanhar o dia a dia. Talvez o Rivaldo ainda possa ser útil. A diretoria precisa avaliar se vale a pena renovar o contrato dele, mas já ouvi que não vai ficar.
É uma informação sua?
Não sei se o Rivaldo fica. O que posso dizer é que estou ouvindo muitas coisas sobre não renovarem o contrato dele. Talvez seja por causa da idade avançada. Mas ele não deixa de ser um excelente jogador, que tem entrado bem na equipe.
Você citou as carências na defesa e no meio-campo do São Paulo. O clube também precisará contratar alguém para o ataque, ainda mais porque perderá o Dagoberto?
O Dagoberto está de saída, mas o Lucas e o Fernandinho podem fazer essa função. O São Paulo realmente tem perdido vários jogadores importantes: Hernanes, mais recentemente Miranda, Alex Silva… A defesa é totalmente nova, com jogadores jovens, sem tanta experiência. Já no ataque, a gente também vê garotos como Lucas e Marlos. Campeonato Brasileiro é complicado. Mas o principal problema foi o Luis Fabiano não estar em condições no começo. Se ele estivesse bem desde a sua contratação, a história do São Paulo na competição seria diferente. O time teria uns quatro ou cinco pontos a mais, conquistados em jogos que perdeu ou empatou no Morumbi, e estaria brigando pelo título.
O São Paulo errou em apostar no Luis Fabiano?
Às vezes, você contrata um bom jogador e não dá certo. O Corinthians trouxe praticamente três atacantes definidores [Adriano, Emerson e Liedson]. Muitas vezes, nenhum deles estava disponível. O São Paulo se reforçou com um só, que quase não jogou. Aí, fica difícil. Todos os times campeões têm bons centroavantes, de ofício. Nos anos em que o São Paulo se deu bem, havia esse jogador. Repito que também faltaram zagueiros experientes. Rhodolfo, Bruno Uvini, João Filipe e outros são bons, mas precisam de muito trabalho, entrosamento e uma série de bons campeonatos para ganhar experiência. Isso conta em um Brasileirão.
Se fosse presidente do São Paulo, você contrataria um reserva para o Luis Fabiano?
Não precisa disso. O Willian José vai ficar. Entrando aos poucos, ele ganhará o espaço dele no São Paulo. É um bom jogador, que foi bem na categoria de base da Seleção Brasileira e só precisa de um pouco mais de experiência.
Com essa opinião formada sobre as necessidades do elenco do São Paulo, não tem vontade de ser dirigente?
Eu? Não, não [risos]. Não é para mim. Fiquei três anos trabalhando na Traffic como observador técnico, mas já saí de lá faz um tempo. Agora, estou vendo se volto a atuar como treinador ou como coordenador de algum projeto. O meu negócio é dentro de campo. Gosto e entendo disso.
Mas falta um uruguaio ao São Paulo? O clube já teve Darío Pereyra, Diego Lugano, Pablo Forlán, Pedro Rocha…
Os uruguaios sempre se deram bem no São Paulo. Pode ser a carência do time atual [risos]. Os jogadores de hoje do Uruguai são de uma safra boa, humildes, amigos. Conversei com alguns deles e sei que honram suas camisas, até porque fizeram grande campanha na Copa do Mundo e ganharam a Copa América. Mas o São Paulo também já formou grandes times sem uruguaios. Com três boas peças, independentemente da nacionalidade, o clube voltará a brigar para ser campeão.
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