"Eu acho que se a pessoa se sente inibida é porque já não tem liderança. A pessoa precisa ter brilho próprio, tem de desenvolver isso. Não queremos diminuir a voz de um, temos que aumentar a dos outros", começou a explicar Leão, para depois relatar um diálogo que havia tido com os atletas na manhã de ontem.
"Eu perguntei no campo por que a formação [da defesa] não estava boa. Falaram que um pegaria um, o outro pegaria o outro. Perguntei quem tinha de pegar o terceiro e falaram fulano de tal. Perguntei quantas vezes eles falaram isso para o cara, eles disseram que nenhuma. Os culpados são vocês. Deem um esporro nele e vai mostrar para ele a realidade", contou.
Depois, questionado se por causa desse tom indolente, a vaidade e falta de compromisso dessa nova geração, os jogadores, muitas vezes mimados por familiares, amigos e empresários, aceitam bem a cobrança dos companheiros, Leão esbravejou.
"Ele tem que aceitar! Tem que entender que não jogam tênis ou xadrez. Futebol é um esporte coletivo. O mimado na hora dos bons resultados fica satisfeito também. Você tem que educar o mimado também. É preciso que todos falem em campo. Briguei com vários companheiros na minha carreira, mas eles eram ótimos. Porque o nosso objetivo era o mesmo: ganhar", finalizou o treinador, na esperança que assim o São Paulo reaja e encerre o incômodo jejum de nove partidas sem vencer no próximo sábado, contra o Avaí, no Morumbi, às 19h.

No time reserva, o goleiro Rogério Ceni participa de treino do São Paulo