Adilson Batista está entre o céu e o inferno

Fonte Jovem Pan/Fernando Sam
A culpa nunca é só do técnico, óbvio. No caso do São Paulo, durante anos, Juvenal Juvêncio segurou Muricy. Não deu bola aos aspones tricolores. Aguentou os gritos de “Burricy” e a genial teoria: “Muricy não sabe ganhar mata-mata”. Pois é, como se existisse fórmula. Ora, um dos grandes trunfos do Tricolor sempre foi justamente blindar a cornetagem dentro do clube.
Mas, isso mudou.
Juvenal demitiu Muricy. Não renovou com Ricardo Gomes, semifinalista da Libertadores e técnico com melhor desempenho no Brasileirão 2009. Pela política, prestigiou Baresi. Atendendo aos aspones foi abrindo mão de Borges, Arouca, Junior Cesar… Daqui a pouco vai o Dagoberto.
Demitiu Turíbio e Carlinhos Neves. Perdeu muito nesta área, fundamental no esporte.
Portanto, a culpa não é só do Adilson, claro. Mas, o técnico precisa apresentar resultados.
Como sempre, esperei para avaliar o novo treinador. O São Paulo andou com muitos desfalques, jogadores no Sub-20, lesionados, outros chegando no clube… O time ainda está em formação, mas já é possível fazer uma avaliação do trabalho do Adilson Batista.
Depois de 12 jogos, 2 meses de trabalho, a avaliação não é nada positiva.
Adilson dirigiu o time em 10 partidas pelo Brasileirão. Jogou 6 em casa. Conseguiu apenas 3 vitórias, empatou 5, perdeu 3. Somou 14 dos 30 pontos disputados. Aproveitamento de 46,66%. É o pior desempenho entre os seis primeiros colocados: Tite, Ricardo Gomes, Caio Junior, Luxemburgo e Felipão. Adilson está na frente do Felipão, mas não dirigiu o time desde o início da competição.
Nestas 10 partidas, o São Paulo enfrentou 3 adversários que terminaram o turno entre os dez primeiros. Na Sul-Americana foram duas partidas contra o Ceará, uma vitória e uma derrota. Até agora o time não mostrou bom futebol, muito menos bons resultados.
Neste sábado Adilson não terá em Floripa: Piris e Lucas nas Seleções; Jean, Juan e Wellington suspensos; Dagoberto, Denilson, Cañete e Fernandinho no DM. Luis Fabiano conta como desfalque. Só estréia em outubro. Fica difícil cobrar o técnico, mas será inevitável. Adilson está entre o céu e o inferno. Cobrar título é exagero, mas Libertadores é uma expectativa justa. O clube tem elenco e estrutura para chegar lá. Vamos aguardar. Se o time começar a cair na tabela e o Adilson não resistir, uma solução seria Milton Cruz de treinador com Rogério Ceni de assistente técnico.
O contrato do Adilson vai até dezembro. Em janeiro quem sabe Felipão esteja sem desempregado.
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