"Acredito que pode ser em até menos de um mês. Exageradamente, um mês, para voltar sem risco", apontou o centroavante à rádio 'Jovem Pan', minimizando até suas condições físicas para entrar em campo. "Tenho que perder 2 kg, 2,5 kg. Mas, com uma semaninha bem feita, chegarei no ponto", prometeu.
O jogador confirma já não sentir mais dores e diz que não está liberado ainda para não adiar novamente sua escalação. "Estou fazendo fortalecimento muscular, que é o último passo, essencial, para o treino com bola, onde preciso estar equilibrado nas duas pernas, porque o desequilíbrio gera risco de outras lesões em outros lugares", contou o camisa 9, afirma que as complicações após a cirurgia não aumentaram seu tempo de molho.
Agora, o atleta tenta conter a ansiedade para entrar em campo pelo Tricolor que aumentou nele quando mais de 45 mil pessoas foram ao Morumbi recepcioná-lo em 29 de março. Luis Fabiano ainda lembra bem da decepção que sofreu no início de maio, quando foi vetado do confronto de ida contra o Avaí, pelas quartas de final da Copa do Brasil, no Morumbi.

"O pior foi o momento em que eu fiz o teste antes do jogo contra o Avaí. Ali, vi realmente que eu não poderia jogar futebol. O que passou pela cabeça foi mais a frustração de não poder entrar em campo nem estrear, que eu desejava muito. Depois, foi ficando mais difícil a cada dia que passava, porque eu não sabia o que fazer", relembrou.
"O jogador começa a pensar no pior, que é não jogar mais. Na minha cabeça, não passou porque desde o começo os médicos diziam que era muito simples, tanto que o tendão retirado é retirado quando o jogador machuca o ligamento cruzado. Vivo normalmente sem ele", garantiu. "Até hoje tenho uma desconfiança porque ainda não consegui entrar no campo e jogar. Lá longe fica: 'será mesmo?' Mas confio totalmente nos médicos e que vou voltar a jogar tranqüilo."
O atacante não se sente em dívida com o clube, mas quer reencontrar a torcida são-paulina estando escalado. "Não conquistei grandes títulos, mas a ligação é muito forte, uma coisa anormal, porque geralmente o cara se torna ídolo com títulos, uma história completa", disse. "Cumpro toda a programação feita em termos de patrocínio, faço tudo normal, apareço, tudo como foi estabelecido. Mas fui contratado para jogar. Felizmente estou em um clube que me compreende, me contratou e me dá apoio. Por isso estou tranquilo para fazer o que preciso: me recuperar, deixando outras coisas de lado", comemorou.