Depois de exercícios físicos e técnicos, Adilson dividiu o elenco em dois grupos, um ficando em cada metade do campo. Somente Lucas, que deu voltas no campo ao lado de Cañete, foi poupado, enquanto Dagoberto e Rivaldo treinavam finalizações, um dos principais problemas da equipe no sábado. "Esse time tem mesmo que finalizar melhor", elogiava o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes, vendo o treino.
Do outro lado, o comandante reuniu os outros oito atletas que foram titulares em sua estreia. Com Rogério Ceni no gol e Jean, Xandão, Rhodolfo, Juan, Denilson, Wellington e Carlinhos Paraíba, praticou jogadas de bola parada e rolando para dar a concentração que faltou no fim de semana.
"Chegamos mais cedo para ver o vídeo. O Adilson mostrou lances do jogo, a nossa desatenção. Foi tudo conversado para podermos corrigir os erros em campo", contou Wellington. "Eles não chegaram muito, mas em duas desatenções nossas fizeram os gols. O time lutou o tempo todo. Agora temos que fazer os gols e arrancar na hora certa para matar o jogo", completou o volante.
A utilização de vídeos é uma novidade para o grupo, que, antes de Paulo César Carpegiani, chegava a receber individualmente uma mídia com os principais detalhes dos adversários separadas pelo interino Sérgio Baresi. Adilson usa as imagens e até treinos secretos, como o que fará na manhã desta terça-feira, para usar melhor os únicos dois dias de atividade antes de enfrentar o Coritiba, na quarta-feira, no Paraná.

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"Muda a pessoa no comando e, automaticamente, muda a filosofia. O trabalho é diferente, assim como o jeito de falar e agir com o grupo. Com o Adilson temos vídeo para procurarmos acertar porque o espaço para treinamento é muito curto", disse Wellington, evitando criticar o antigo chefe. "O ambiente é o mesmo, sempre muito bom", assegurou.