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Se puder contar com seus três zagueiros titulares, Carpegiani os terá no sacrifício no clássico contra o Santos, pela semifinal do Paulistão neste sábado, às 16h, no Morumbi. E esse tipo de situação não é novidade para o técnico.
Rhodolfo, caso mais grave, já reclamava de dores musculares antes do duelo contra o Goiás, disse ao LANCENET! um membro da comissão técnica. Ele saiu no intervalo, com um edema na panturrilha esquerda, detectado nesta quinta-feira após exame de ressonância magnética. O zagueiro é dúvida para a decisão.
– Ele ficou tratando hoje (nesta quinta), ficará fora também amanhã (nesta sexta) e vai fazer um teste no sábado. Se não sentir dores, vai para o jogo, mas ele já apresentou melhora – afirmou o médico José Sanchez.
O camisa 4 paga o preço por não ter realizado uma pré-temporada pelo Atlético-PR, seu ex-clube, e ter ficado fora de poucos jogos este ano. Ao todo, foram 14 pelo Sampa depois que chegou. Ele esteve presente nos últimos seis jogos.
Em abril, mês em que o Sampa mais atuará – chegará a oito partidas contra o Santos –, Rhodolfo ficou fora apenas do primeiro duelo, contra o Mirassol. Tal bateria também atrapalha outros jogadores.
Alex Silva voltou a se queixar do joelho direito operado e dificilmente atuaria contra o Goiás se não fosse uma decisão, conforme a reportagem apurou. Caso considerado menos preocupante pelo departamento médico, Miranda fechou o trio ao se queixar de pequenas dores no músculo adutor da coxa direita. No entanto, segundo os médicos do clube, os dois devem estar em campo contra o Santos.
Ciente do preço a ser pago, Carpegiani não pensa em poupar nenhum jogador e já adiantou que pretende repetir a escalação do último jogo. Para isso, vale até adotar a operação "pijama-treino".
– Vamos usar o "pijama-treino". Repouso total. O desgaste também é mental – disse o comandante.
No Paulistão, três são desfalques certos por lesão: Lucas, Fernandinho e Rodrigo Souto. O cuidado é para não estourar!
Palavra do preparador físico Riva Carli, ao LANCENET!
"O sacrifício nesta reta final de campeonatos, momentos de decisão, existe e o atleta precisa superar. É o preço que pagamos e os outros times também. O grupo precisa dar o retorno do que está sentindo para avaliarmos, pois pode haver o declínio físico de um ou outro atleta, mas não do time. Uns sentem mais, os que atuam com mais frequência, como Rhodolfo. Nosso trabalho agora é de recuperação. A parte física no momento é quase zero."