ntegrante do Carrossel Caipira no começo da década de 1990, Rivaldo voltou ao Brasil para presidir o Mogi Mirim e resolveu disputar o Campeonato Paulista de 2011 pelo clube. Após deixar o Sapão de forma polêmica para defender o São Paulo, ele se prepara para enfrentar o Oeste na cidade do interior, neste domingo.
Órfãos do ídolo, muitos torcedores do Mogi condenaram a sua saída repentina, principalmente os que compraram um carnê de ingressos para todos os jogos do Sapão como mandante no Estadual. Na iminência de disputar uma partida oficial na cidade, Rivaldo não espera qualquer tipo de hostilidade.
"A maioria dos torcedores que vão comparecer ao campo do Mogi serão são-paulinos. Também terão alguns poucos que torcem por outro times grandes da capital. Com o torcedor do Mogi, não sei como vai ser. O importante é a torcida do São Paulo incentivar o São Paulo", afirmou.
O Tricolor será obrigado a jogar longe da capital como punição pelo comportamento da torcida no clássico com o Corinthians. Oficialmente afastado do cargo de presidente do Mogi, Rivaldo contou que o São Paulo não precisará pagar nada para usar o estádio.
Como presidente do Sapão, o jogador, evangélico, mudou o nome do estádio do clube de João Paulo II para Romildo Vitor Gomes Ferreira, seu pai, algo que desagradou parte da população da cidade, na qual o meia aparecia em outdoors com a camisa do Mogi Mirim.
"No momento, estou morando em São Paulo e não sei o que o povo de lá está pensando. Eu tentei sempre fazer o melhor pelo Mogi Mirim, mas é claro que não consegui agradar a todos. Foram poucas pessoas que compraram o carnê (de ingressos) e já tinha me desculpado pelo que aconteceu", disse Rivaldo.
Sergio Barzaghi/Gazeta Press