
Stephen Dunn/03.03.2001/Allsport/Getty Images
Por meio de uma nota divulgada em seu site oficial, a entidade destacou que "se junta a todo o universo esportivo do País para parabenizar um jogador que, além do excepcional goleiro que consegue a façanha de ser o maior artilheiro do mundo da posição, marca sua carreira por ser um profissional que serve de exemplo para as presentes e futuras gerações de jogadores de futebol".
Na nota, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, afirmou que Rogério sempre teve conduta exemplar quando vestiu a camisa da seleção brasileira e lembrou que o goleiro foi campeão mundial em 2002, na Copa do Mundo na qual foi um dos reservas do titular Marcos.
Em 2006, no Mundial disputado na Alemanha, Ceni voltou a figurar como um dos reservas do Brasil e chegou a entrar no lugar do titular Dida durante o jogo contra o Japão, na rodada final da primeira fase.
- Na seleção, mostrou-se um profissional que cumpriu todas as suas obrigações com um comportamento que era digno de elogios da comissão técnica. Um jogador dedicado aos treinos, um dos primeiros a entrar e sair de campo, e além de tudo um goleiro excelente. Quero cumprimentá-lo em nome de todos da CBF pela marca espetacular que acaba de conseguir pelo seu clube, o São Paulo, de quem é o maior ídolo.
O São Paulo está em rota de colisão com a CBF por se manter ao lado do Clube dos 13 na luta por uma negociação coletiva dos direitos de TV do Campeonato Brasileiro de 2012 a 2014. Logo depois do gol, Rogério Ceni disse que o São Paulo "luta contra muita coisa ruim no futebol", numa menção velada a essa disputa.

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A falta de chances na seleção é um dos pontos fracos na brilhante carreira do goleiro artilheiro. Ele foi convocado por vários técnicos - Zagallo, Vanderlei Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira - , mas só se firmou como titular no curto período de Emerson Leão no cargo, entre 2000 e 2001. Ao todo foram 17 partidas, entre 1997 e 2006.